Você já ouviu falar que a universidade tem três pilares: ensino, pesquisa e extensão? Pois bem, como Bauru é uma cidade referência no quesito educação no Ensino Superior, é importante que a população entenda o que isso quer dizer, especialmente por conta da presença de instituições reconhecidas nacional e internacionalmente. Esse é o caso da Universidade de São Paulo (USP), que foi considerada a melhor universidade da América Latina de acordo com o ranking Best Global Universities 2021. A USP tem um campus em Bauru com graduação, com cursos como Odontologia, Fonoaudiologia e Medicina, e pós-graduação.

Dessa forma, no primeiro âmbito, o ensino, é simples entender, já que se trata de um espaço em que diversas pessoas são educadas, e o conhecimento é transmitido e construído. Já a pesquisa, outro ponto fundamental, pode ser vista, basicamente, como os estudos e as investigações orientadas a um objetivo, a descobertas, análises ou resoluções de problemas.

Já o terceiro pilar, o da extensão, busca estabelecer a relação da universidade com a sociedade, o que prevê o contato das atividades realizadas naquele espaço com a comunidade. Nesse sentido, em Bauru, a USP oferece diversos serviços que estão disponíveis para a população.

De acordo com a Profa. Dra. Marília Afonso Rabelo Buzalaf, vice-diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), essa integração é fundamental, pois a universidade, por meio de suas atividades-fim (ensino, pesquisa e extensão universitária), proporciona à comunidade que a financia o retorno dos investimentos.

“A FOB é reconhecida pela excelência de suas pesquisas, dos alunos que forma e também pela qualidade do atendimento que presta à comunidade, que permite manter, há muitos anos, um bem-sucedido convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do qual prestamos atendimento ao Departamento Regional de Saúde, o DRS-VI. Esse convênio proporciona também um intenso treinamento clínico para os nossos alunos, uma vez que as diretrizes curriculares do ensino odontológico preconizam o treinamento no ambiente do SUS como parte da formação odontológica”, explica Marília.

Diante desse cenário, a Solutudo conversou com a professora Marília para entender que tipos de atendimentos são oferecidos pela USP por meio da FOB e como a população pode ter acesso aos serviços dessa universidade pública!

Profa. Dra. Marília Afonso Rabelo Buzalaf, vice-diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP). Foto: Divulgação

Atendimentos odontológicos da FOB-USP

A professora doutora e vice-diretora da FOB informa que são realizados, por alunos de graduação e pós-graduação, sob orientação e supervisão de professores, tratamentos odontológicos em suas diversas especialidades, assim como:

  • Cirurgia (extração de dentes);
  • Dentística (restauração);
  • Endodontia (tratamento de canal);
  • Periodontia (tratamento de gengiva);
  • Estomatologia (diagnóstico bucal);
  • Prótese (reabilitação oral, próteses e implante);
  • Centro de Pesquisa Clínica (pesquisas e atendimento a pacientes oncológicos);
  • Ortodontia (aparelho para má oclusão dentária);
  • Odontopediatria (atendimento para crianças com até 10 anos);
  • Urgência Odontológica (procedimentos necessários a pacientes com dor, hemorragia e infecção por meio de tratamento apenas curativo).

Os atendimentos são oferecidos a toda a comunidade, desde que haja vagas e interesse didático (tratamentos que se encaixam nas necessidades clínicas dos alunos).

Como ter acesso a esses serviços?

Marília explica que o acesso para os atendimentos pode ser por meio de encaminhamento externo, com a indicação do tratamento específico por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para as especialidades necessárias. Isso com o objetivo de complementar os tratamentos que o paciente necessita e por meio de demanda espontânea.

A partir desse encaminhamento, o paciente deverá comparecer no Setor de Triagem. Nessa etapa, haverá a realização de cadastro e agendamento para avaliação clínica com a dentista do setor.

Dessa forma, conforme orienta Marília, a porta de entrada para todos os tratamentos é o Setor de Triagem, no qual o paciente deverá apresentar os seguintes documentos: CPF, Cartão do SUS e comprovante de residência. Quando direcionado por profissionais das UBS, o paciente deverá apresentar também o encaminhamento indicando o serviço a ser realizado.

Os casos crônicos, da mesma maneira, devem seguir o protocolo comum de inscrição no Setor de Triagem.

Entretanto, em casos de dor, infecção e hemorragia, a instrução da professora é procurar o Setor de Urgência Odontológica, que fará o primeiro atendimento.

A USP e o Centrinho de Bauru oferecem atendimentos gratuitos à população. Saiba como ter acesso!
Equipe de profissionais e estudantes durante atendimentos a pacientes em Clínica Odontológica do HRAC – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho) em Bauru. Foto: Adauto Nascimento / Banco de Imagens do HRAC

Atendimentos em Audiologia/Saúde Auditiva na FOB-USP

De acordo com as informações fornecidas pela Direção da FOB, os atendimentos na área da audiologia – saúde auditiva são realizados em pessoas de todas as faixas etárias.

Os atendimentos funcionam todos os dias, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, após agendamento prévio pelo Departamento Regional de Saúde VI.

São oferecidos os seguintes serviços:

  • Avaliação da audição para identificação e diagnóstico das perdas auditivas;
  • Indicação e adaptação de aparelhos auditivos;
  • Indicação e adaptação de Sistemas de Frequência Modulada;
  • Terapia fonoaudiológica;
  • Orientação e aconselhamento ao paciente e/ou à sua família;
  • Avaliação e reabilitação dos distúrbios do equilíbrio;
  • Acompanhamento integral dos pacientes com deficiência auditiva.

Como ter acesso a esses atendimentos?

A direção da FOB explica que os atendimentos na área da audiologia – saúde auditiva são mediados pela Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (CROSS), por meio do gestor Departamento Regional de Saúde VI. Portanto, a pessoa que necessitar desses serviços da universidade deve se dirigir ao posto de saúde mais próximo para consulta médica e encaminhamento ao serviço especializado pela regulação de vagas (CROSS).

“A integração com a comunidade é uma das missões da FOB-USP. Os membros da comunidade recebem um serviço valioso na área da saúde auditiva que comprovadamente melhora sua qualidade de vida”

Direção da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP).

Atendimentos na área de linguagem, voz, motricidade orofacial e disfagia na FOB-USP

Nesse setor, há o oferecimento dos seguintes serviços:

  • Triagem para identificação da necessidade de atendimento nas áreas de linguagem oral e escrita, linguagem em adulto, fluência, voz, motricidade orofacial e disfagia;
  • Avaliação, diagnóstico e terapia nas áreas de linguagem oral e escrita, linguagem em adulto, fluência, voz, motricidade orofacial e disfagia;
  • Orientação e aconselhamento ao paciente e/ou à sua família.

Logo, a direção da FOB-USP informa a que público são destinados o atendimentos:

  • Os atendimentos na área de voz são realizados em pessoas de todas as faixas etárias;
  • Os atendimentos em motricidade orofacial (alterações na respiração oral, disfunção da mastigação, problemas de deglutição relacionados a questões odontológicas, alterações da produção de fala) são realizados em crianças, adolescentes e adultos;
  • Os atendimentos em disfagia orofaríngea (dificuldade de deglutição) são realizados em casos decorrentes do envelhecimento e/ou doenças que prejudicam a função de deglutição;
  • Os atendimentos de diagnóstico nas áreas de linguagem oral são voltados para crianças (1 mês a 6 anos) com queixa de dificuldade na aquisição e desenvolvimento da linguagem (alterações específicas na linguagem oral ou dentro de quadros neurológicos/genéticos);
  • Os atendimentos de terapia em linguagem oral são voltados para a estimulação da aquisição e desenvolvimento da linguagem, bem como para a reabilitação de alterações nesta área (não se destinam a alterações de linguagem fazendo parte de quadros genéticos/neurológicos);
  • Os atendimentos na área de linguagem escrita são voltados para crianças/adolescentes (acima de 7 anos) com queixa de dificuldade na aquisição e desenvolvimento da linguagem escrita (não se destinam a alterações de linguagem fazendo parte de quadros genéticos/neurológicos);
  • Os atendimentos na área de linguagem adulto (maiores de 18 anos) são voltados para as alterações de linguagem em decorrência de eventos neurológicos (por exemplo: Acidente Vascular Cerebral, Traumatismo Cranioencefálico, demências, entre outros).

Os atendimentos funcionam dentro da Clínica-Escola do Curso de Graduação em Fonoaudiologia e acontecem de acordo com a necessidade dos estágios clínicos da graduação nas diferentes áreas citadas. Estes atendimentos são realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Como ter acesso a esses serviços?

De acordo com as informações da universidade, os atendimentos nas áreas de linguagem (oral, escrita, adulto), fluência, voz, motricidade orofacial e disfagia são realizados mediante a necessidade dos estágios clínicos da graduação em Fonoaudiologia, havendo especificidades na exigência de documentação prévia de uma área para outra.

Assim, a pessoa com interesse em ser atendida nestas áreas deve enviar e-mail para terapia.fono@fob.usp.br solicitando informações sobre inscrições para atendimento fonoaudiológico e informando dados do interessado. Os dados são: nome completo, data de nascimento e breve resumo sobre a dificuldade observada e que levou a necessidade de busca por atendimento fonoaudiológico.

Logo, por este e-mail, o indivíduo será orientado quanto a oferta dos atendimentos dos estágios clínicos e a documentação necessária.

Serviços e atendimentos no Centrinho, o HRAC-USP

Nós já contamos aqui na Solutudo Bauru que o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) é chamado de Centrinho e é reconhecido como Hospital Universitário de Ensino pelos Ministérios da Saúde e da Educação. Dessa forma, existem diversos programas nesse espaço, e cada um possui sua particularidade no acesso ao atendimento.

Assim, para entender tudo isso, conversamos com a Cleide Felício de Carvalho Carrara, odontopediatra, Doutora em Fissuras Orofaciais e Anomalias Associadas e superintendente substituta do HRAC-USP de Bauru.

A USP e o Centrinho de Bauru oferecem atendimentos gratuitos à população. Saiba como ter acesso!
Cleide Felício de Carvalho Carrara, odontopediatra, Doutora em Fissuras Orofaciais e Anomalias Associadas e superintendente substituta do HRAC-USP de Bauru. (Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa HRAC-USP)

Todo atendimento prestado no HRAC/Centrinho-USP é via Sistema Único de Saúde (SUS), e o acesso de novos pacientes é por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), a partir de avaliação inicial em Unidade Básica de Saúde.

De acordo com Cleide, existe o tratamento oferecido a quem nasce com uma fissura labiopalatina, que é integral, isto é, há o atendimento das necessidades desse paciente por uma equipe multidisciplinar, de especialidades médicas, odontológicas, fonoaudiológicas, entre outras. O programa de Fissura Labiopalatina tem regulação estadual. Assim, os casos novos do Estado de São Paulo podem ter sua entrada no HRAC/Centrinho-USP a partir de atendimento em Unidade Básica de Saúde, que dará sequência para agendamento via Central de Regulação (uma ferramenta do SUS na gestão da saúde pública).

Apesar de ter como foco o Estado de São Paulo, há a possibilidade de o Estado de origem do paciente realizar e liberar o agendamento, via Secretarias Estaduais de Saúde. Ainda nessa área de atendimento, o HRAC-USP conta também com um Programa de Acolhimento e Orientação a Gestantes que recebem diagnóstico de que o filho nascerá com fissura labiopalatina, com a mesma forma de acesso.

Também estão disponíveis os tratamentos voltados a síndromes e malformações craniofaciais, que são oferecidos em âmbito nacional. O acesso a esses tratamentos também é por meio da Central de Regulação, a partir de avaliação inicial na rede básica de saúde. A exceção são as transferências hospitalares (casos que necessitam de internação), cuja transferência é providenciada entre os próprios hospitais.

Além desse serviço, há o atendimento voltado a implantes cocleares, os quais são realizados em pacientes que nascem com surdez profunda em todo o país, o que acontece via Central de Regulação.

Há ainda o Programa de Saúde Auditiva – voltado ao caso, por exemplo, de um idoso que apresenta um quadro de perda de audição e necessita de aparelho de audição convencional – e também os atendimentos da Residência em Otorrinolaringologia, em que são realizados procedimentos para tratamentos de problemas respiratórios e de ouvido, por exemplo.

Os programas de Saúde Auditiva e de Otorrinolaringologia têm regulação regional e, portanto, são voltados a pacientes residentes nos municípios abrangidos pelo Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-6). Em ambos, a chegada ao Centrinho também é feita pela Central de Regulação.

Vale ressaltar que essas informações sobre as formas de acesso se referem a casos novos. Os pacientes já matriculados, independentemente do Estado em que residam, têm seu tratamento continuado regularmente.

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