Dona Catariana é linense e tem agenda cheia para limpeza de túmulos nos dois cemitérios da cidade. Tem muitas boas histórias pra contar, mas revelou uma que a arrepia até hoje.

Dona Catarina

Filha de Portugueses e Turcos, Dona Catarina, 75, nasceu e viveu toda sua vida aqui na cidade de Lins. Em grande parte, no bairro Junqueira e atualmente reside no Jardim Bandeirantes.

Como começou

Depois de 15 anos de união, faleceu seu companheiro. Sepultado, Dona Catarina fazia visitas regulares ao ente querido. Foi diante desta rotina que conheceu uma faxineira de túmulos que a ofereceu a oportunidade de ajudar nas limpezas e garantir uma ajuda financeira. Tudo que Dona Catarina precisava. A pensão que recebia não conseguia atender todas as suas necessidades e o dinheiro extra seria uma ajuda importante.

Com o falecimento desta amiga, Dona Catarina passou a trabalhar sozinha, desde 1995.

Como é o trabalho

Ela atende nos dois cemitérios da cidade e tem agenda fixa com diversas famílias, muitas bem tradicionais, inclusive.

Caprichosa, mostra o carrinho de feira que usa para transportar os produtos. Leva esponjas, saponáceo, vassoura, rodo, balde e não deixa faltar o chapéu para a proteger do sol. Faz o trajeto todo a pé. Não pensa em parar e vai continuar até onde a saúde lhe permitir.

Um caso que arrepia, e muito

Ela tem muitas histórias pra contar; destacou a que mais a marcou.
Enquanto limpava um túmulo, entre a capela amarela e a do Manoel Marcelino, viu aproximar pela rua principal um homem desconhecido. Usava terno de cor “café com leite”, camisa branca, sapatos pretos e era alto. Ela preocupou-se em saber quem era, afinal sentiu que poderia enfrentar um roubo. O homem passou por ela como que a ignorando. No entanto, mesmo sem a olhar, lhe disse:
-Catarina, você está aí? Somente isso. E Prosseguiu o trajeto. Desconhecido, Catarina preocupou em defender-se de uma possível investida. Mas como que em um passe de mágica, aquele homem desapareceu atrás da capela.

Área em que Dona Catarina viu o homem e desapareceu

Atônita, foi perguntar aos coveiros e porteiros do cemitério se o haviam visto. Ninguém percebeu o homem. Coincidentemente, ela ao retornar, viu que em um dos túmulos tinha uma foto em que retratava a pessoa que ela havia visto, inclusive nos trajes.

Contou o ocorrido para uma outra faxineira. Esta lhe disse que quando essas coisas acontecem, pode ser aviso de que alguém morreria em breve e seria sepultado ali. Dito e feito! Em pouco tempo estava sendo sepultado naquele jazigo, alguns familiares. Seria coincidência? Talvez nunca saberemos! Mas enquanto ela nos contava, ainda se arrepiava. E a gente? Também!

A mensagem da linense Catarina

É assim que ela vai vencendo os desafios da vida. Símbolo de perseverança, deixa uma mensagem para a cidade:

Meu desejo é que Lins seja cada vez mais solidária e humana. Acredito que é assim que cada vez mais seremos melhores.

Em primeiro plano, estátua no cemitério e ao fundo, a torre da igreja São Benedito

A Capela do Manoel Marcelino

A capela de Manoel Marcelino

A capela recebe dezenas de placas de agradecimento por bençãos recebidas. Nós teremos o prazer de contar a história e se você tiver algum relato sobre, poderá fazê-lo nos comentários ou em nosso email: josue.reis@solutudo.com.br.

Cemitério da Saudade. Ao fundo, o centro de Lins

E é assim que vamos pintando este quadro lindo que representa as belezas da nossa cidade. Diversas ações, profissões, manifestações e atitudes vão fazendo de nossa querida Lins a cidade que sempre almejamos. O que você achou da história da dona Catarina? E a história do desconhecido, será verdade ou foi apenas um delírio pessoal? Conte pra gente, aqui nos comentários.

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