Nada substitui o sangue humano. Esse é o fato que faz da doação um gesto fundamental e indispensável, o qual, neste 25 de novembro, é celebrado por meio do Dia Nacional do Doador de Sangue.

Conforme explica o material da Biblioteca Virtual de Saúde, do Ministério da Saúde, o sangue é um composto de células que cumprem funções como levar oxigênio a cada parte do corpo, defender o organismo contra infecções e participar na coagulação. “Essencial para tratamentos e intervenções urgentes, pode ajudar pacientes que sofrem de condições com risco de vida, além de apoiar procedimentos médicos e cirúrgicos complexos. É, ainda, um elemento vital para o tratamento de feridos durante emergências de todos os tipos e tem papel crucial nos cuidados maternos e neonatais“, afirma o texto.

Entendendo as diversas situações em que o sangue é indispensável, é possível perceber por qual motivo a doação é tão importante. Afinal, diante dessas diferentes necessidades, é a ação voluntária dos doadores de sangue que viabiliza qualquer transfusão.

Durante muitos anos, foram feitas tentativas de transfusão com resultados negativos. No século XVII, por exemplo, o experimento foi com sangue de animais, que se mostrou ineficaz. Assim, com a evolução da ciência e das pesquisas foi que se chegou à conclusão de que apenas um humano poderia doar para outro humano, e que nenhuma outra solução seria cabível ou eficiente.

Dessa forma, a primeira transfusão de sangue registrada no Brasil foi em 1910, na cidade de Salvador, na Bahia. Já o primeiro “banco de sangue” público se estabeleceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, no ano de 1941.

Com a disseminação do conhecimento e a expansão desse tipo de procedimento, diversos locais pelo país passaram a contar com a estrutura de um banco de sangue. Em Bauru, há o Hemonúcleo do Hospital de Base e também a possibilidade de doar no Hospital Beneficência Portuguesa.

De acordo com o levantamento do Ministério da Saúde (MS), 1,8% da população brasileira doa sangue regularmente, percentual abaixo dos 2% ideais definidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Diante desse cenário, é importante reforçar as ações de conscientização tanto em âmbito nacional quanto local. Por isso, a Solutudo tira dúvidas e traz depoimentos de doadores de sangue de Bauru. Afinal, a informação é essencial para despertar o interesse da população e derrubar mitos.

Doador de sangue

Ricardo Piccinato é morador de Bauru e conta que, quando estava na faculdade, no começo dos anos 2000, teve contato com uma campanha realizada pela USC, atual Unisagrado, para coletar sangue dos alunos na Unesp. “Eu já havia ouvido falar sobre a doação e, como todo o equipamento estava ali, no campus, perguntei a mim mesmo: por que não? São apenas 10 minutos para fazer uma doação. Não iria me custar nada, apenas meu tempo e disposição. Então, realizei a doação, não passei mal nem tive outro tipo de reação”, relata.

Ricardo ressalta que, desde então, faz doações todos os anos, seja no banco de sangue da Beneficência Portuguesa ou no Hemonúcleo do Hospital de Base. E nem mesmo durante a pandemia ele deixou de doar!

Segundo Ricardo, a sensação de ser doador de sangue é muito boa. “Sobretudo, é um ato de amor ao próximo. Faço a doação sem saber a quem! Muitas vezes, as pessoas vão doar sangue porque algum parente ou conhecido está necessitando. Então, procuram o banco de sangue para doar em nome de certa pessoa. Ou seja, nesse caso, você está sabendo quem você está ajudando. Às vezes, faço doação em nome de alguém, contudo, acredito que doar sem saber a quem é muito importante. Trata-se do verdadeiro altruísmo. Ajudar a salvar uma vida, mesmo sem saber a de quem”, observa.

Para ele, doar sangue é um ato de extrema importância. “Acho que também se trata de um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro e saber que esse outro está precisando de algo muito valioso, que não tem preço, e você pode oferecer sem custo algum. E, num mundo em que tanta gente precisa voltar mais o olhar para o outro, doar sangue é um dos atos em que podemos realizar esse exercício de forma mais consciente”, analisa o doador.

“doar sangue é um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro e saber que esse outro está precisando de algo muito valioso, que não tem preço, e você pode oferecer sem custo algum. E, num mundo em que tanta gente precisa voltar mais o olhar para o outro, doar sangue é um dos atos em que podemos realizar esse exercício de forma mais consciente”

Ricardo Piccinato, doador de sangue de Bauru
Doador de sangue, Bauru. Na foto, um homem, de máscara, está uma cadeira realizando a doação de sangue.
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Ellen Avallone é bauruense, vive em Bauru e conta que sempre teve vontade de fazer uma doação: “Na época em que meu pai fez uma cirurgia no coração, doei pra ele. Depois, doei mais algumas vezes e me cadastrei no banco de doação de medula óssea“.

Para ela, é um ato que pode salvar muita gente. “Eu senti isso na época do meu pai. E, para a gente, não custa absolutamente nada. Não dói, não nos faz falta, não é perigoso, não tem nenhum problema. Vejo tanta gente saudável que poderia ser doadora e que tem medo ou simplesmente nunca parou para pensar e ir. Então, hoje, eu sempre tento ‘fazer propaganda’ sobre o assunto”, pontua.

Bauruense, André Aguiar relata que, ao assistir uma reportagem que informava sobre o estoque baixo nos bancos de sangue da cidade, resolveu doar pela primeira vez. “Decidi ser doador de sangue porque queria ajudar as pessoas. A partir de então, eu tento doar sempre, umas quatro vezes por ano. Isso é importante também para que não falte”, comenta.

Na visão do bauruense, a sensação de ser doador é a de dever cumprido. Para ele, é algo que todos deveriam fazer, até mesmo porque qualquer pessoa pode precisar.

Tira-dúvidas

Quem pode doar?

Qualquer pessoa entre 16 e 69 anos pesando, no mínimo, 50 kg.

Para realizar a doação, são pré-requisitos: não estar em jejum; não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas; não ter tido febre, infecção bacteriana ou gripe há menos de 15 dias; não estar grávida ou amamentando; não ter feito tatuagem ou maquiagem definitiva há menos de 12 meses; e estar em boas condições de saúde.

Não esqueça também de levar um documento de identidade com foto!

Doação de sangue e vacina contra Covid-19

Quem tomou vacina pode ser doador de sangue, sim! Atenção aos prazos divulgados pela Pró-Sangue:

  • 48 horas após cada dose da vacina Coronavac, da Sinovac/Butantan;
  • 7 dias após cada dose da vacina da Oxford/AstraZeneca/Fiocruz;
  • 7 dias após cada dose da vacina da Pfizer/BioNtec/Fosun Pharma.
  • 7 dias após cada dose da vacina da Janssen-Cilag;
  • 7 dias após cada dose da vacina Sputinik V, da Gamaleya National Center;
  • 48 horas após cada dose da vacina Covaxin, da Bharat Biotech;
  • 7 dias após cada dose da vacina da Moderna/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas.

Quanto de sangue é retirado?

Estima-se que um indivíduo adulto tenha 5 litros de sangue no corpo, e o máximo retirado é de 450 ml. Assim, o organismo produz essa quantidade nas primeiras 24h depois da doação!

Dessa forma, homens podem doar de 2 em 2 meses (máximo de quatro vezes por ano) e mulheres de 3 em 3 meses (máximo de 3 vezes por ano).

É seguro ser doador de sangue?

Não há riscos, apenas vantagens, tendo em vista que até quatro pessoas podem se beneficiar de uma doação. Esse ato de amor é é totalmente seguro. Não existe, por exemplo, a possiblidade de contaminação, uma vez que os materiais são de uso único e descartáveis.

Onde doar em Bauru

Hemonúcleo do Hospital de Base de Bauru

O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h30 e das 13h às 15h30.

Contato: (14) 3231-4771

Endereço: Rua Monsenhor Claro, 8-88 Centro

Hemovida no Hospital Beneficência Portuguesa de Bauru

O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 07h ao 12h e das 13h às 16h. Todo terceiro sábado do mês das 8h ao 12h.

Contato: (14) 3223-6933 ou (14) 2106-8628

Endereço: Entrada pela rua Gustavo Maciel, quadra 15, ou Rua Rio Branco 13-83

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