30 anos de garapa

Após 27 anos de trabalho na Cooperativa Noroeste, Sr. Waldemar se viu desempregado com seis filhos pequenos. Decidiu então iniciar com a garapeira e desta forma, com muito orgulho, criou todos os seus filhos.

Seu primeiro ponto foi na esquina da Rua Bandeirantes com a Rio Branco, em Bauru-SP, onde ficou por 10 anos. Depois, mudou para a esquina da Gustavo Maciel com a Cussy Junior, está lá há 20 anos. Ou estava… Pois é, Sr. Waldemar disse que não pretende voltar mais com o ponto físico, já que as suas vendas online estão bombando.

O bacana da internet

O neto Kelvyn nos disse que valoriza muito seus avós e sempre quis transformar isso em uma marca para eternizar essa relação com o avô, já que é empreendedor e designer de formação. Este era um projeto pessoal dele, numa ideia inicial de montar um ponto físico dentro de um shopping de Bauru com a venda de garapa e pastel.

Com a chegada da pandemia, o plano do ponto físico foi adiado e seu avô não pôde mais ir trabalhar, então, decidiu reformular um pouco o seu projeto. Foi aí que nasceu o Sr. Bacana!

Kelvyn criou o nome, logotipo, escolheu as cores, elaborou as embalagens, criou um Instagram e auxilia o avô em toda parte digital do negócio.

A internet é bacana

Logo nas primeiras semanas foi um sucesso total e precisaram contratar logo um entregador para fazer o serviço que Kelvin fez na primeira semana.

Atualmente o delivery sendo o único canal de vendas, o faturamento do negócio chegou a aumentar 1.200%.

O Senhor Bacana contou que este é o maior acontecimento e crescimento no seu negócio em 30 anos de atividade e reforça 

“quem não tem internet fica pra trás!”.

Memória afetiva

Kelvyn diz que o foco do novo negócio do avô era levar para as pessoas a experiência e memória afetiva que a boa e velha garapa nos traz. Ele menciona que quando era criança seu avô lhe dava pedaços de cana para chupar e decidiu fazer um experimento: junto com as entregas, enviou um saquinho com um pedaço de cana, assim como seu avô fazia com ele. Muitas pessoas retornaram dizendo o quanto aquilo os trouxe boas lembranças de sua infância. É o apelo sentimental do produto.

Senhor bacana caldo de cana
Os pedacinhos de cana enviados junto com os pedidos. Foto: Senhor Bacana/Kelvyn Almeida

sentimento é muito presente em tudo, no carinho do neto com o avô, no sentimento de gratidão do avô com o neto, na avó fritando os pasteizinhos, no avô colocando a garapeira pra funcionar, no neto auxiliando nas vendas online e nos clientes recebendo o produto em casa. Dá pra gente sentir todo esse amor só de contar!

Senhor Bacana Caldo de cana
Kelvyn ao lado do avô Waldemar e da avó Joana. Foto: Bruno Freitas/JC Net

A internet mudou o negócio do Senhor Bacana que, hoje, afirma acreditar ser um sucesso e já não fica mais sem WhatsApp. Ele ainda afirma que não imagina onde isso pode chegar, pois não esperava a dimensão de hoje, mas que não vê limites, pois já fez até venda internacional: Um morador dos Estados Unidos comprou um caldo de cana bacana para presentear um parente bauruense. Coisa fina!


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