Você já imaginou como é viver sem ter onde morar e o que comer?

Pessoas tornam-se moradores de rua por diversas razões, entre elas, dependências químicas, falta de oportunidade, abandono, desemprego e outras situações.

“Por ser uma cidade relativamente grande, muitas pessoas vêm à Bauru procurando oportunidade de trabalho. Quando não encontram, alguns acabam ficando desabrigados”, explica Daniel de Oliveira, idealizador do projeto Mão que Ajuda, criado para alimentar e auxiliar pessoas em situação de rua.

Acho que não existe motivação maior do que a vontade de ajudar, sabe? Comecei em 2016, sozinho mesmo, entregando lanches e refrigerantes no centro da cidade porque queria fazer o bem para aquelas pessoas. Quando vi a reação delas, a gratidão por poder ajudar foi tanta, tanta, que não parei mais

mão que ajuda
Daniel comprava os alimentos por conta própria e saía buscando pessoas necessitadas para alimentar à noite. Foto: Arquivo Pessoal.

Rede de apoio

Motivado a ajudar cada vez mais, Daniel passou a divulgar o projeto em redes sociais como Facebook (Mão que Ajuda) e Instagram (@projeto_maoqueajuda).

A equipe foi ganhando mais voluntários e se estruturando para realizar ações que atingissem mais pessoas

Assim, nasceu a primeira edição do Café Solidário, em 2018, na Praça Aparecida.

Pães, suco, leite e outros alimentos providenciados pelos próprios voluntários foram distribuídos a quem precisava.

Desde então, já foram realizadas 23 edições do Café Solidário, sempre no mesmo lugar, porém, com datas variadas, que sempre são divulgadas no Instagram.

Empatia e dedicação

Além do café, o Mão que Ajuda promove as missões Marmita Solidária e Lanche Solidário, que acontecerem respectivamente no Terminal Rodoviário de Bauru e no Centro.

“Hoje em dia, nós nem precisamos mais abordar as pessoas para oferecer ajuda. Elas ficam sabendo onde as missões vão acontecer e nos esperam lá, sempre com olhares e sorrisos de gratidão“, conta Daniel.

Entre doação de alimentos, roupas, sapatos, edredons e outros itens, o projeto já conseguiu ajudar mais de 600 pessoas em situação de rua.

Perguntado sobre a primeira pessoa que ajudou, Daniel prontamente responde: “Alemão! Pense em um rapaz educado e simpático. Não tem como esquecer ele. Vende água nos semáforos aqui de Bauru”.

Por falta de recursos financeiros e de um espaço físico para receber possíveis parceiros, os voluntários lamentam o fato de não poderem proporcionar recolocação profissional ou um lar temporário aos que precisam.

Nosso maior sonho é ter um espaço para poder estruturar mais o Mão que Ajuda. Mesmo assim, fazemos tudo que está ao nosso alcance. Recentemente, conseguimos pagar o restante da passagem do Felipe, que veio em busca de trabalho, não encontrou e ficou em situação de rua. Conversamos com ele para entender mais sobre sua história e como poderíamos colaborar. Agora, ele está em sua cidade natal novamente

conta Daniel em tom de alívio por ter conseguido ajudar

Também quero ajudar!

Se você se interessou em colaborar e quer conhecer pessoalmente o trabalho deles, é muito simples! Basta entrar em contato via Instagram ou Facebook.

O Mão que Ajuda aceita voluntários em suas missões, doações de alimentos que são recolhidas pelos voluntários em local combinado, e também doações em dinheiro feitas por depósito bancário na seguinte conta:

Daniel De Oliveira Pb
Caixa Econômica Federal
CPF: 429.803.578-63
Agência: 2141
Operação: 013
Conta: 00033568-6

Todos são bem-vindos para ajudar nas nossas missões, basta falar com a gente para nos organizarmos. Caso queira colaborar financeiramente, passamos a conta para depósito. Sempre somos totalmente transparentes e responsáveis com cada doação recebida”, explica o idealizador do projeto.

Além disso, doações de cobertores, roupas, sapatos ou mesmo só dedicação e empatia também podem transformar o dia de quem precisa.

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Daniel à esquerda e os outros voluntários do projeto distribuindo o Lanche Solidário. Foto: arquivo pessoal

Tenho certeza que, se cada pessoa que vive em situação de rua tivesse chance, ela gostaria de ter uma vida normal. Somos gratos por termos pessoas que se interessam em ajudar e compôr essa corrente do bem e tornar a vida dos desabrigados menos difícil

E aí, vamos praticar a empatia e colaborar com o Mão que Ajuda?


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