Bom, dizem que é lenda e para muitos foi realmente o que provocou a localização e implantação neste exato local, além de explicar o nome dado ao município mais importante do Noroeste Paulista.

Observando mais atentamente esta magnífica obra do artista rio-pretense Miguelavo, exposta no hall de entrada da Câmara Municipal de Rio Preto, é possível acreditar que possa ter realmente acontecido a famosa lenda.

A Lenda

Bem, vamos lá! Para quem não sabe, contava-se que em 1845 Luiz Antônio da Silveira pisou pela primeira vez em o solo rio-pretense, trazendo cargueiros e escravos juntamente com seu irmão Antônio Carvalho e Silva e de seu amigo Vicente Ferreira Netto.

Abriram vereda mato a dentro, desde Bebedouro do Turvo até as proximidade do local onde se ergue a cidade de São José do Rio Preto, e os recursos estavam acabando e a comitiva se deteve aí. Os três amigos aventureiros começaram a percorrer os arredores e foram se apossando das vertentes dos córregos que vão desaguar no Rio Preto, instalando suas fazendas e se separaram em comitiva.

Uma tela de encher os olhos

Contavam os antigos que quando ainda estavam ajoelhado, rezando com muito fervor, apareceu um belo pássaro azul que se pôs a voar aos redor dos três, indo e voltando até eles, como a indicar-lhes um caminho. Eles se levantaram, receosos e cheios de esperança, começaram a seguir o belo pássaro que voava e cantava sem parar. Caminharam muito tempo pela mata fechada e quando alcançaram um lugar já conhecido, o maravilhoso pássaro azul desapareceu.

Assim, resolveram ali fincar o marco inicial e a primeira casa desta cidade que tomou proporções gigantescas próxima à divisa com o rio Grande e, consequentemente, ao estado de Minas Gerais. Hoje, é referência na saúde, comércio, indústria e cultura.

Professor transforma lenda em quadrinhos

A tradicional lenda do Pássaro Azul, que simboliza a fundação de Rio Preto, ganhou nova roupagem para os alunos da escola municipal Regina Mallouk. Os alunos passaram a conhecer a história por meio dos quadrinhos produzidos pelo professor Leandro Ferreira.

Intitulada “Turminha da Hora em: Viva Rio Preto” apresenta o senhor Francisco, convidado pela professora para apresentar às crianças a lenda do pássaro azul. Todos os alunos do quarto ano da escola estão usando o material.

“Antigamente, as pessoas iam atrás de novas terras, desbravando, e, assim, surgiu nossa cidade”, comenta Juliana Aparecida da Silva Avelino.

“Aprendi que tudo começou em 1845, com os desbravadores que se perderam e contaram com a ajuda do pássaro azul para encontrar Rio Preto”, diz Mayra Luiza Souza Pratz.

O livro

Também transformado em livro a doce lenda deste pássaro habitante de nossa região. Uma obra de Marcos S. Nascimento que apresenta 38 páginas no formato eBook Kindle e é comercializado pela Amazon.

O pássaro azul

O  pássaro, possivelmente, representado na lenda é a Campainha-Azul (Porphyrospiza caerulescens),ou azulão-do-cerrado e azulinho-bico-de-ouro. Habitam em áreas do Cerrado Brasileiro com grande focos na áreas da região sudeste do Brasil.

Esta lenda foi contada em um vídeo documentário chamado “A lenda do pássaro azul” produzido pela Rio Preto em Foco Filmes com ilustrações do Artista Plástico Miguelavo. Na música, o tema também foi abordado: o rio-pretense Fernando Marques escreve no início do século XXI e grava em CD a Suíte Orquestral Riopretense -“A Lenda do Pássaro Azul”(Tempo Livre).

Gravuras, painéis e telas também resultaram da referida lenda, como o Painel “A lenda do pássaro azul” do Artista Plástico Antonio Hudson Buck,presente no Acervo da Catedral de São José do Rio Preto e Obra de Orlando Fuzinelli[5].


Cada narrador enriqueceu-a de detalhes e fantasias. Afinal, quem  conta um conto aumenta um ponto, né?


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