O Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, instituído como lei federal em 2007, marca o massacre de Montreal, onde 14 mulheres foram assassinadas, data que completa 30 anos hoje, dia 6 de dezembro.

E quando pensamos em iniciativas, há pessoas que vestem a camisa! Como o caso do psicólogo Edson Marcelo Oliveira Silva, especialista em intervenções psicossociais em contexto de vulnerabilidade.

Psicólogo Edson Marcelo contribui ativamente com projetos contra a violência. (Foto: Stephanie Fonseca/G1)

“Comecei a trabalhar com mulheres em situações de violências e identifiquei a necessidade de fazer esse mesmo trabalho com os homens, foi quando eu trouxe o grupo reflexivo para Presidente Prudente, em 2014”, comenta.

O projeto Núcleo de Atenção ao Homem (NAH), foi o primeiro grupo reflexivo na região, e que contou com o depoimento de mais de 35 homens autores de violência. Tinha como finalidade refletir a masculinidade tóxica e hegemônica do homem que praticava violência contra a mulher, no entanto, o grupo teve suas atividades sessadas após quatro anos.

“Atualmente estamos com os Grupos Reflexivos Sobre Gênero(S), Psicologia e Geografia abertos a toda comunidade, que acontecem na Unesp de Presidente Prudente, todas as sextas-feiras, das 18h30 às 20h30, mas apenas retornaremos com os encontros no próximo ano”, conta.

Durante os encontros

As reuniões abordam assuntos pertinentes a prevenção da violência, podendo ser frequentado por ambos os sexos, entretanto não há previsão exata para o retorno das reuniões do grupo, pois segundo Edson, no momento não há verbas para dar continuidade.

Ele também relata a dificuldade de exercer o trabalho com homens autores desses atos, dando ênfase na necessidade da existência de política pública para a questão da violência doméstica contra mulher.  

“Não existem políticas públicas que tragam o debate sobre a necessidade de atender esse público, e principalmente porque a própria Lei Maria da Penha prevê a criação de centros especializados de atendimento ao homem autor de violência, e nós não temos em Presidente Prudente”, finaliza.

Diante de tantos relatos de crimes cometidos contra as mulheres, é necessário pensar a origem de tanta violência. Conscientize-se!

Para mais informações entre em contato discando: 180.


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