O artesanato é uma técnica utilizada para produzir objetos manualmente, a partir de matéria prima natural. Essa prática passou de hobby para profissão de muitas artesãs de Presidente Prudente.

Caso você ainda não saiba como funciona o trabalho artesanal, conheça hoje a história de três artesãs que utilizam diferentes tipos de matéria prima para dar segmento aos seus produtos, enquanto ficam em casa respeitando a quarentena.

Biscuit

Patrícia Soares adquiriu seus conhecimentos do artesanato com o incentivo de sua mãe, aos cinco anos já fazia tapeçaria. Devido a sua curiosidade foi se aprimorando em outras técnicas e, desde então, o trabalho não parou. O biscuit surgiu na vida da artesã quando quis presentear um amigo que é frei, mas não sabia o que dar, então, teve a ideia de fazer um bonequinho dele.

“Depois desse dia, procurei aprender um pouco mais, mesmo sem curso, apenas na curiosidade. Temos uma ferramenta na mão que é a internet, lá podemos estar sempre buscando aprender. Costumo dizer que o YouTube ensina muito e foi através desses vídeos que fui melhorando as minhas técnicas”, comenta.

A artesã relata que a motivação a continuar com seus trabalhos surge logo depois de entregar uma encomenda, e ver os olhos da pessoa começarem a brilhar. Para ela, o dom da arte é algo trabalhoso, mas a sensação de dar vida a uma peça não tem igual.

“Nos tempos de hoje, é muito gratificante você fazer uma coisa com amor e carinho e ter um retorno disso. Sou completamente apaixonada pelo artesanato, eu entro no meu ‘mundinho’, que é um cômodo da casa só para isso, ligo uma música e deposito em cada peça que eu trabalho a minha alma”, ressalta.

Crochê

Mara Lúcia aprendeu o crochê com uma vizinha aos 8 anos. Considerada autodidata, nunca precisou frequentar cursos para aprimorar seus conhecimentos e, hoje, utiliza o artesanato como uma renda complementar.

“Eu o aprendi apenas olhando minha vizinha e tentando fazer. Me considero eclética, gosto de aprender vários tipos de artesanato, como biscuit, ponto cruz e trabalhos em feltro. Entretanto, o crochê eu tenho um carinho especial por fazer desde pequena”, conta.

Assim como grande parte das artesãs, Mara também se considera curiosa no mundo do artesanato, pois sempre procura aprender coisas novas. Suas primeiras peças eram vendidas aos familiares, mas acabou expandindo seus negócios ao criar uma página no Facebook, onde demonstra suas peças confeccionadas.

“O artesanato é a minha vida, meu hobby e minha paixão. É algo que não consigo ficar um dia sem fazer em casa, principalmente o crochê”, diz.

Decoração

A estudante Stella Mazzuchelli, sempre gostou de pintar e desenhar, grande parte de suas técnicas foram aprendidas através de vídeos na internet, mas não acreditava ser possível trabalhar com isso. Até que foi incentivada pelos pais, a criar o Ateliê Niara, instalado em um cantinho nos fundos de sua casa, onde cria e revende os objetos já produzidos.

“Acabei me encantando pela arte das mandalas e trouxe ela para as tintas, mas sempre aprendi sozinha. Hoje, com o ateliê, faço coisas que jamais imaginei, como lembranças de casamento e eventos importantes na vida de pessoas que jamais conheceria se não fosse pela arte”, relata.

A renda gerada a partir do artesanato, ajuda Stella a complementar seus gastos pessoais. Segundo ela, trabalhar com o que gosta é extremamente gratificante, pois é feito sempre com muito carinho.

“O ateliê se tornou muito mais do que um dia eu pude imaginar. Comecei como algo para desestressar e, atualmente, me vejo como uma artesã. Fazer o que eu gosto e ter reconhecimento com isso não tem preço, sou grata a cada pessoa que compra meu trabalho”, finaliza.

A área do artesanato é mais extensa do que podemos imaginar. Assim como as artesãs prudentinas fizeram, você também pode dar início essa arte apaixonante dentro da sua própria casa e, então, quem sabe começar um novo negócio?


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