O câncer de mama é o tipo mais comum que ocorre entre as mulheres no mundo. Para o Dia Nacional da Mamografia, 4 de fevereiro, a intenção não será apenas alertar a prevenção da doença, mas também compartilhar um pouco da história de pessoas que tenham superado esse grande obstáculo em algum momento da vida.

Luciana Puga Magoti
Professora
48 anos

​​​​​​​​​​​​Lu, como gosta de ser chamada, foi diagnosticada com câncer de mama no dia 28 de março de 2017, quando completava 45 anos. Ao receber uma ligação da secretária de sua médica, solicitando uma visita até o consultório, pois havia uma alteração em seus exames.

“A doutora me explicou tudo que iria acontecer, mas não imaginava algo dessa magnitude. Ela disse que eu estava com uma neoplasia maligna (tumor), então precisaria fazer cirurgia e quimioterapia, consequentemente perderia meus cabelos. O chão ficou escuro, como se abrissem um buraco debaixo dos meus pés”, relata.

A professora conta que a primeira coisa que fez ao chegar em casa após a notícia, foi amarrar o cabelo e cortar sozinha cerca de um palmo de comprimento, pois sua luta estava apenas começando.

Histórias de mulheres prudentinas que venceram o câncer de mama
(À esquerda) durante o tratamento em novembro de 2017. (À direita) após a superação do câncer de mama, em novembro de 2018. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Fiz a retirada das duas mamas, logo após, coloquei um implante de prótese imediato. Depois da cirurgia veio os cuidados e o medo da quimioterapia, porque a gente não sabe o que irá encarar. Por sorte, durante todo meu tratamento, eu fui cercada por pessoas boas que me apoiaram e me fizeram até mesmo rir da minha careca”, comenta.

O tratamento de Luciana durou cerca de oito meses, período em que ela contou com a ajuda de médicos, familiares e amigos, dia após dia, até finalmente superar o câncer.

“Eu consegui ter esse resultado positivo por conta da mamografia, que sempre fiz anualmente e passava por acompanhamento no mastologista (especialista em glândulas mamárias). O meu nódulo só foi possível identificar através do exame, pois ele não era perceptível na apalpação. Isso é muito importante para todas as mulheres poderem se cuidar”, conclui.

Renalva Cirillo Graça
Manicure
46 anos

No dia 27 de fevereiro de 2016, Renalva foi diagnosticada com câncer de mama, através do exame de mamografia, que constava a existência de um nódulo de segundo grau.

“De início os médicos diziam ser uma gordura localizada. Eu levei a notícia como se fosse uma bomba relógio, prestes a explodir. Não tem como contar a história sem sair lágrimas dos olhos”, diz emocionada.

Histórias de mulheres prudentinas que venceram o câncer de mama
Renalva durante o tratamento no hospital. (Foto: Arquivo Pessoal)

Foi um período muito difícil na vida da manicure, que começou o tratamento imediatamente após a descoberta. Foram preciso algumas cirurgias para a remoção dos demais nódulos encontrados posteriormente.

“Nesses três anos sempre continuei fazendo mamografia e ultrassom, pois foram os fatores principais que ajudaram a identificar. Hoje, ainda faço exames de rotina e sou muito bem atendida no Hospital Regional, é uma luta imensa”, conta.

Renalva exalta ser uma mulher “guerreira” e que sempre contou com o apoio de seu marido, e suas afirmações: “Na saúde e na doença”.

Atualmente, ela segue uma vida saudável, agindo sempre com muita maturidade, na certeza que teve várias conquistas desde seu diagnóstico, além de acreditar que ainda terá sua reconstrução mamária, pois não foi possível a implantação de próteses.

“A mamografia e os exames periódicos são essenciais, a mulher tem que se amar, se tocar e querer. Eu não fui a primeira e não serei a última, bola pra frente!”, finaliza.

Após essas histórias de superação, você, mulher, não deixe de realizar os exames de rotina, previna-se e abrace essa causa! ?


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