“Pirulito que bate – bate, pirulito que já bateu. Quem gosta de mim é ela, quem gosta dela sou eu”. Quem nunca ouviu essa famosa cantiga de roda? Pode acreditar que existem muitas crianças que nem fazem ideia que essa letra existe, assim como as cantigas de rodas, as brincadeiras de rua estão esquecidas.

Em plena era tecnológica, você se preocupa com tipo de lazer que o seu filho está tendo? Tem pai que está bem preocupado e dedica um pouco do seu tempo para incentivar as brincadeiras antigas, que são puro contato!

Diretamente do bairro Maré Mansa, em Presidente Prudente, o Ricardo Tenório não permite que essas relíquias fiquem no passado.

(Foto: Arquivo Pessoal)

“Tive uma infância muito feliz, brincávamos na rua até escurecer, não tínhamos dinheiro para comprar brinquedo, então inventávamos algo para brincar”, lembra Ricardo Tenório que incentiva a brincadeira de rua em seu bairro.

Na rua rola bets, futebol, carrinho de rolimã e, muito mais. Todas essas diversões entre irmãos, primos, amigos e vizinhos é fundamental para que as crianças aproveitem a infância, afinal, o importante é não deixar a brincadeira morrer. E se você acha que a criançada acha ruim? A molecada está adorando!

“Creio que a tecnologia chegou para ficar, portanto, entendo que é necessário dosar, não podemos criar crianças alienadas, pois a tecnologia fará parte da vida deles, entretanto o lúdico, a imaginação e a interação com outras crianças é necessário”, comenta Ricardo.

A diversão é para a criançada, mas os pais aproveitam! Eles voltam ao passado vendo os filhos se divertindo. “O legal é ver a reação de muitos pais quando nos veem brincando de bets, creio que relembram o tempo de infância, sabe? Bate aquela saudade gostosa”, afirma Ricardo.

E não pense você que o celular aqui não é usado. O aparelho serve para registrar as fotos desses momentos raros e únicos: crianças longe de celulares, da internet, das redes sociais. Para o “pai-recreador”, ensinar as brincadeiras antigas é uma das formas de deixar um legado.

“Uma vez li em algum lugar que a melhor herança que podemos deixar para nossos filhos é uma infância feliz, foi o que eu tive e, é o que eu quero que eles carreguem para a vida”, finaliza.

O Ricardo não é único que tenta manter viva as brincadeiras de rua. O Carlos Pereira, é responsável pela equipe Recreadores AS que realizam atividades antigas. Tem pique-esconde, bets, mãe da rua, bolinhas de gude entre outras. 

“Nosso propósito é resgatar essas brincadeiras que foram perdidas, elas fizeram parte da minha infância e de muitas outras pessoas, e merecem ficar na história”, ressalta Carlos.

Seja entre os irmãos, primos, família, vizinhos o importante é sempre levar consigo a felicidade de uma criança e aproveitar os melhores momentos. Bora chamar a criançada e brincar? Que tal uma queimada pra começar? Olhe essas sugestões de brincadeiras antigas.


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3 COMENTÁRIOS

  1. Ricardo,
    Parabéns pelo incentivo.
    Nossas crianças precisam saber o que realmente é diversão.
    Tenho certeza que não houve tempo melhor de se viver enquanto criança igual ao nosso.
    Anos 80 e 90 tem que ficar na história e de alguma maneira não cair no esquecimento.
    Parabéns mais uma vez.

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