Todas as profissões são dignas. Todos os trabalhos têm suas dores e alegrias. Cada um é de uma maneira especial que atrai alguém para aquela área. Outras vezes as pessoas precisam encarar certas situações para sobreviver. E na maioria, são esquecidas pela sociedade ou recebem olhos tortos, um julgamento pela escolha de vida que fizeram.

Lavadeira de túmulo é algo desprezado por algumas pessoas e ninguém imagina a batalha que é no dia a dia. Mara Chiarato trabalha com muito orgulho do que escolheu para a sua vida e contou sobre a vida profissional para a Solutudo Ourinhos.

Mara

Uma pessoa simples, sonhadora, batalhadora, que corre atrás dos sonhos, é alegre, adora sorrir e é temente à Deus. É exatamente desta maneira que Mara se descreve. São essas características que sustentaram sua vida profissional.

Mara é feliz com a sua vida. Foto: arquivo pessoal

Quando adolescente ela já trabalhava, era cuidadora de crianças. Depois veio o casamento e ficou um tempo sem emprego. Anos passaram, virou funcionária pública e decidiu sair do serviço para cuidar dos filhos e não se arrepende de sua decisão.

A vida de lavadeira de túmulos começou quando ela e seu marido decidiram mudar de bairro e conseguiram uma casa no Itajubi, o bairro tinha acabara de nascer, em 1994. Uma localidade próxima ao Cemitério Municipal que fez Mara receber a informação de que havia muitas mulheres trabalhando como lavadeira de túmulos.

“Aí eu decidi trabalhar lá no cemitério também. Eu vi uma oportunidade de ajudar meu marido com as despesas da casa, além de cuidar dos nossos filhos. Abracei de corpo e alma esse emprego”, conta Mara.

A sua família no começo estranhou, mas depois aceitaram e o seu marido, nos momentos de folga, começou a ajudar ela a limpar os túmulos. Mara confessa que também já sentiu vergonha de si mesma com essa profissão, porque a sociedade prega que quem trabalha no cemitério é um morto de fome e sem condições de vida.

“Hoje tenho orgulho da minha profissão, tive muitas conquistas boas até hoje. Fiz muitas amizades e sou feliz com o que faço. Adquiri muita experiência de vida”, exalta Mara.

O mais legal é que Mara faz o seu próprio horário, o importante é que os túmulos estejam limpos no final de semana. Assim é mais fácil de conciliar a família e o trabalho. O esposo e os filhos já estão pedindo para ela trabalhar menos, mas ela garante que não quer diminuir ou parar o seu serviço.

E o futuro é a aposentadoria daqui a dois anos. “Assim que eu me aposentar, pretendo parar e curtir essa nova fase. E agradeço a Deus por ter esse serviço. Foi neste emprego que realizei grandes conquistas na vida”, finaliza Mara.


Mara é exemplo para nós, nos ensina a olhar com amor todas as oportunidades que surgem em nosso caminho.


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