Os torcedores sergipanos agora tem um bom motivo para comemorar. O motivo é que foi lançado recentemente o Almanaque do Gipão. Uma revista local que surgiu a partir da necessidade de resgatar e vivificar a memória e a cultura do Club Sportivo Sergipe.

A revista possui um formato onde o leitor terá uma experiência histórica com informações sobre o clube e toda a sua trajetória, até os dias de hoje. Tivemos a oportunidade de entrevistar o Davi Tenório, que juntamente ao seu irmão Gustavo Tenório, idealizaram o projeto e finalmente lançaram no final de outubro desde ano.

(Foto:Instagram/Reprodução)

Entrevista

Leia abaixo como foi o nosso rápido bate-papo sobre o Almanaque do Gipão:

(Foto:Instagram/Reprodução)

Quando foi iniciado o projeto do Almanaque do Gipão?
O Almanaque do Gipão surgiu há 2 anos quando meu irmão (Gustavo Tenório) me chamou (Davi Tenório) para criar um espaço que pudesse propagar e intensificar a cultura torcedora do Club Sportivo Sergipe. Inspirados em outras páginas históricas de times de futebol, optamos por criar nas redes sociais uma página voltada para a preservação e a divulgação da história do time.

Recentemente tivemos a ideia de trazer esse projeto mais próximo do torcedor ao lançar a revista impressa, inspirados na tradição das fanzines do futebol inglês, que são revistas feitas por torcedores com textos de opinião que abordam os mais variados aspectos do seu clube do coração.

O Club Sportivo Sergipe já trouxe muitas alegrias para os seus torcedores. Com o almanaque do Gipão você acredita que a valorização dos times locais traga mais sede de vitória e garra ao time?
Sim. As redes sociais exercem um papel muito importante para divulgação, e até mesmo de formação de laços com os torcedores. Pessoas que estavam distantes dos times locais passam a voltar a ter contato com o seu clube através das publicações. Relembram momentos e sentimentos guardados na memória, gerando, assim, o retorno desses torcedores ás arquibancadas do nosso estado. Esse estreitamento do laço entre a torcida e o clube é o que fomenta o espetáculo.

O que mais motiva o Almanaque do Gipão a produzir conteúdo para seus torcedores? Existe algum apoio de colaboradores locais?
Não há preço quando vemos um ex-jogador, ou seus filhos, ou seus netos compartilhando conosco a emoção de cada um deles em ter feito parte dessa história centenária. Resgatam o dia que seu pai jogou num Batistão com mais de 35 mil pessoas, ou no Maracanã, ou no Morumbi, representando nosso estado com o manto rubro nas principais competições esportivas do país.

Sem falar dos próprios torcedores. Dos mais antigos que vivenciaram períodos áureos do esporte sergipano, dos mais novos que se encantam com o valioso patrimônio cultural tão próximo de si.
Temos a colaboração dessas pessoas que compartilham conosco essas preciosidades, seja com relatos ou recortes de jornais, fotos de camisas históricas e demais raridades emotivas

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(Foto:CBF/Reprodução)

Ficamos fascinados pelo trabalho jornalístico e resgate histórico do Almanaque do Gipão. Para finalizarmos a entrevista, quais são as expectativas para o Club Sportivo Sergipe em 2020?

Acredito sempre na mística da nossa camisa. O Sergipe atravessa uma fase complicada, com poucos recursos e incredulidade por parte de quem acompanha o nosso futebol.
Acontece que a própria história rubra nos ensina que nesses momentos a nossa tradição se faz mais forte, superando cada obstáculo a sua frente. É em momentos como esse que o Mais Querido costuma se reinventar para reconquistar o posto de soberano no nosso estado. Foi assim num passado recente e em outros mais remotos. Então, eu acredito bastante no ano de 2020. Novos ventos sopram no João Hora e vem aí bom tempo.


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1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns pela reportagem. Parabéns aos irmãos Tenório pela magnífica iniciativa. Sou fã. Dá-lhe Gipão.

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