Tatuí é uma belíssima cidade. Com uma riqueza cultural inquestionável, é uma das pioneiras no que se refere ao desenvolvimento industrial das cidades no estado de São Paulo. A cidade enfrentou crises, guerras e revoluções, mas se manteve firme em seu crescimento.

Conheça um pouco do desenvolvimento industrial de Tatuí e seu pioneirismo no estado de São Paulo!

Desenvolvimento industrial de Tatuí

Tatuí foi uma das cidades pioneiras da industrialização no Estado de São Paulo. Em 1881, Manoel Guedes Pinto de Mello inaugurou a Fábrica São Martinho que deu início à fabricação de tecidos, cobertores e toalhas, produtos que eram, inclusive, exportados. A energia elétrica produzida na usina instalada no Rio Sorocaba, próximo a Cerquilho, passou a servir a cidade e a fábrica a partir de 1911.

Leia: A verdade surpreendente que nunca te contaram sobre a centenária Fábrica São Martinho em Tatuí

Fábrica São Martinho, foto: livro “Tatuí Capital da Música”.
Imagem recente da Fábrica São Martinho, foto: acervo pessoal.

O pioneirismo de Martinho Guedes Pinto de Mello

O pai do fundador da Fábrica São Martinho foi um grande pioneiro. Este pioneirismo desenvolveu-se através do beneficiamento e industrialização do algodão, produzido através de medidas sociais que beneficiavam seus operários: moradia, armazém de gêneros alimentícios, clube esportivo e social e assistência médica prestada pelos médicos residentes em Tatuí.

Manoel Guedes em sua plantação de algodão, foto: livro “Tatuí Capital da Música”.

As crises vieram e foram vencidas

A quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, as Revoluções de 1930 e 1932 e a Segunda Guerra Mundial interromperam o crescimento de Tatuí. Na década de 1940, a usina hidrelétrica da Fábrica São Martinho foi vendida para a Cia. São Juan de Eletricidade e a cidade passou a ter apenas duas horas de energia elétrica diárias.

A retomada

Tatuí retoma seu crescimento após o último governo de Adhemar de Barros, quando a energia volta a ser contínua. Logo a seguir, a construção da Rodovia Castelo Branco trouxe novo impulso ao desenvolvimento.

No município de Tatuí, além de sua vocação agrícola com o cultivo de batata, cana-de-açúcar e milho, destacam-se os 140 haras com a criação de cavalos de raças árabe, quarto de milha e manga larga.

Fiação Santa Isabel em 1948, foto: livro “Tatuí Capital da Música”.

O ouro branco – A primeira riqueza de Tatuí

A partir de 1855, a cultura algodoeira imprimiu um extraordinário impulso na lavoura, no comércio e na indústria. A partir daí começaram a se acumular as primeiras fortunas oriundas do algodão, também conhecido como ouro branco.

Máquina a vapor usada na Olaria e Serraria de Manoel Guedes, foto: livro “Tatuí Capital da Música”.

Outras grandes fábricas

Com o passar do tempo outras grandes fábricas surgiram em Tatuí e tiveram importante destaque no desenvolvimento da cidade até os dias de hoje. Como, por exemplo, a Fábrica Santa Cruz, Fiação Santa Isabel, Fábrica Campos Irmãos e Cia, Chapéus Sendero e Cia, Fábrica de Fósforos Palmyra, Vianni e Cia, além de beneficiadoras de algodão, arroz, café, olarias, cerâmicas, produtores de laticínios, massas, licores e cervejas.


O pioneirismo dos Guedes e as grandes fábricas foram cruciais no desenvolvimento, não só de Tatuí, mas de todo o estado de São Paulo. Certamente, até os dias de hoje sentimos as boas consequências deste grandes e vantajosos trabalhos.


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Fonte de pesquisa: livro “Tatuí Capital da música!”

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