Você, assim como eu, já ouviu inúmeras vezes sobre a importância das abelhas para a vida na Terra, não é verdade? E quando se diz ‘vida’, não é apenas a vida do ser humano não! Especialistas estimam que as abelhas, com seu incansável trabalho de polinização – são cerca de 10 flores visitadas por minuto -, são responsáveis por cerca de 80% das plantas que se reproduzem no planeta. 😱

Então já viu o impacto que esses criaturinhas têm no ecossistema como um todo, né? 🐝🌎

O meliponicultor Nevio Savieto afirma que sua paixão por abelhas surgiu exatamente por esses números impressionantes – e curiosos – alcançados pelas abelhas. “Há cerca de 12 anos, quando tive o desejo de ter uma caixa de abelha Jataí, comecei a conhecer o universo das abelhas sem ferrão, que são mais de 5.000 espécies no Brasil – no mundo são mais de 20.000 espécies. Me apaixonei pela diversidade e importância que elas representam pro Brasil e para o mundo”, conta.

Meliponário

Mas… meliponário? Meliponicultor? Antes de mais nada, Nevio deixa claro que é importante diferenciar os termos ‘apicultura’ de ‘meliponicultura’. “Apicultura é a criação de abelhas europeias-africanizadas, com ferrão, e meliponicultura é a criação de abelhas sem ferrão. Sou apicultor também, porém, no momento me dedico às abelhas sem ferrão”, explica. 😉

Definição dada, o meliponicultor ainda explica que o trabalho de criação de espécies nativas do estado de São Paulo é o seu grande atrativo e diferencial, mas que também é realizado outros importantes trabalhos no Meliponário Savieto. “Trabalho desde o início com essas abelhas nativas, que não têm ferrão. Mas desde 2012 comecei com o trabalho de educação ambiental com abelhas, com o espaço do meliponário todo pensando para uma apresentação didática às pessoas.”

E, para além da rotina de inspecionar as caixas das colmeias e realizar as devidas manutenções, e de receber o público para essa educação prática, Nevio também produz enxames para quem quer começar seu próprio meliponário, revende produtos, além de realizar consultoria e participar de palestras.

O importante, tanto para ser apicultor ou meliponicultor, é estudar sempre, participar de eventos como cursos, seminários e congressos. Estar atento às mudanças do clima, floradas etc.

Paixão de infância

Já o apicultor Antônio Barros conta que sua paixão por abelhas começou logo cedo, desde os 10 anos. E, apesar de seu pai não tê-lo apoiado tanto, mesmo assim o homenageou colocando seu nome no apiário: Abel Barros. 😊

Antônio conta que para ser apicultor é preciso, acima de tudo, fazer cursos e se dedicar integralmente às abelhas. “Hoje minha rotina no apiário é fazer a manutenção das colmeias, ver se as abelhas precisam de ceras novas, limpando o apiário”, conta.

A espécie que é criada por ele é a Apis mellifera, mais conhecida como a Abelha-Europeia, e o apicultor conta que a produção local é bem diversificada, desde o pólen e geleia real, ao extrato de própolis e, claro, o mel!

E ele ainda explica que existem diferentes tipos de mel! “Muda muito da época do ano e da florada: tem mel de Capixingui, Aroeira, Assa-Peixe… e quando se trata de mel silvestre, as abelhas misturam entre essas floradas”, explica Antônio.

O apicultor ainda conta que as floradas que mais rendem mel são as de Capixingui, Cambará, Eucalipto e a de Laranjeira, que segundo Antônio é entre agosto e final de setembro.


Muito bacana, não é verdade? 😄 Olha que trabalho incrível desses bichinhos! Temos que valorizar, e muito, o trabalho delas e, sem dúvidas, também dos nossos apicultores e meliponicultores. 🐝💛


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