“Eu fui a primeira mulher a se tornar Comandante de Aeronave na Polícia Militar de São Paulo.” Essa é a frase que resume toda a história da 1° Tenente Mayara Roberta Tanaka de Moraes, que é natural da região de Presidente Prudente. Para comemorar o Dia do Aviador, contaremos a trajetória desta policial que é a única mulher a pilotar o helicóptero Águia no Oeste Paulista.

Oficial assumiu o comando das aeronaves “Águias” pelo Conselho de Voo da unidade, comandado pelo Cel PM Paulo Luiz Scachetti Júnior. (Foto: Johnny Muga de Chiara/Divulgação)

Aos 17 anos de idade, Mayara ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco (SP), por influência de seu pai que foi soldado da Polícia Militar por oito anos.

Após a formatura, em 2008, trabalhei nos batalhões de Presidente Prudente, Presidente Venceslau e Jundiaí, comandando as viaturas no atendimento 190

Em 2013, ela realizou o concurso da PM que seleciona tenentes com até 10 anos de serviço e experiência na corporação, para que pudesse pilotar as aeronaves do Águia.

Esse concurso envolve provas teóricas, físicas e testes psicológicos. Fui selecionada para a realização do curso de piloto de helicóptero. A formação como piloto foi realizada pela Polícia Militar, com instruções teóricas e práticas, e, após mais de cinco anos atuando como copiloto e mais de 500 horas de voo, passei pelo treinamento de voo avançado que me habilitou a ser comandante da aeronave

A Tenente ingressou no Grupamento Aéreo em 2013 e desde 2015 trabalha na Base de Aviação de Presidente Prudente. (Foto: Arquivo pessoal)

Mulheres à luta

Mayara é a foi primeira mulher a ser Comandante de Aeronaves da Polícia Militar, e conta que além dela, há também muitas outras pilotos policiais no estado. 

Acredito que as mulheres têm alcançado as profissões que desejam, e superado o tempo em que não lhe era permitido nem sair de casa. A independência já é normal e cada vez mais, mulheres se interessam por profissões antes só escolhidas por homens, como a aviação. Penso que daqui a alguns anos será tão comum, que ninguém mais se importará com o sexo do piloto.

A Oficial conta que ser policial não é uma simples tarefa, é necessário muito preparo técnico e psicológico.

Tanto Mayara quanto seu irmão seguiram os passos de seu pai e entraram para a polícia. (Foto: Divulgação)

Atuamos em situações difíceis, em que as pessoas esperam de nós uma resposta rápida e acertada. Não há muito tempo para pensar, pois atuamos em emergências e a tomada de decisões deve ser precisa

A rotina da policial consiste em realizar tarefas administrativas, isso enquanto a aeronave está em solo. Caso apareça alguma emergência, Mayara deixa o trabalho interno para comandar o pássaro de aço.

Antes de voltar, eu tive a oportunidade de trabalhar no Águia em São Paulo e posso afirmar que, em cada região, tem suas peculiaridades. Apesar da nossa Base de Presidente Prudente não realizar resgates aeromédicos, como acontece em São Paulo, sempre há algo novo a aprender.


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