Hoje, feriado nacional de Dia de Finados, é tradição as pessoas prestarem homenagens para os seus entes queridos que já partiram desta para melhor. É um local comum em diversas cidades que pode ser visitado em qualquer dia do ano. Mas você já parou para pensar na história do cemitério? Que tal conhecer mais sobre o de Ourinhos?

História

O Cemitério Municipal de Ourinhos, que também recebe o nome de Cemitério da Saudade, está localizado na Rua Gaspar de Ricardo, n°1313 e foi inaugurado em 1928. A curiosa informação é de que, originalmente, este espaço não foi o primeiro a abrigar os mortos.

No século XX, o antigo e primeiro cemitério era na Rua Jacintho Ferreira e Sá, n°21. Local onde hoje é o Centro de Ressocialização, a antiga Cadeia Pública. A mudança de endereço aconteceu porque Jacintho Ferreira e Sá, um dos fundadores do município, doou o terreno para a Prefeitura. E quando faleceu, pela doença tifo (transmitida pelo piolho humano do corpo), foi o primeiro a ser enterrado no novo cemitério.

Lembrando que era novo cemitério no sentido da troca de terreno, pois não havia construção urbana propriamente dita e o cemitério já possui mais de 90 anos.

Historicamente, os cemitérios públicos após o século XIX, por motivos de saúde, eram recomendados que fossem construídos em alguma região afastada dos centros urbanos. Algo que não foi diferente em Ourinhos. O primeiro estava localizado próximo à linha férrea e da estação ferroviária, local inadequado, e com a mudança estaria dentro do padrão desejado da época, já que a Rua Gaspar Ricardo ainda não tinha se urbanizado.

Ourinhos de 1939 com a área do antigo cemitério demarcado. Foto: Secretaria Municipal de Planejamento Urbano.

Lenda Urbana

O interessante é que de acordo com ex-servidores e internos da Cadeia Pública, local que abrigou a primeira versão do cemitério, era comum algumas “assombrações” no local. A maioria é pelo espaço já ter sido o endereço que abrigou o cemitério.

Personalidades históricas

E muitas figuras históricas estão enterradas na cidade, são pessoas que deram nomes as ruas ou locais específicos do município. Por exemplo, a Adelaide Pedroso Raccanello, Virgínia Ramalho 9escolas), José Maria Paschoalick (ginásio Monstrinho), Miguel Cury (teatro municipal), Hermelino Agnes de Leão (postão), Luiz Saldanha Rodrigues e Antônio Carlos Mori (ruas.).

Vista do horizonte de dentro do cemitério.

O passado e o presente

Conforme o tempo vai passando, os padrões e modelos de sociedade vão se modificando, é perceptível esta alteração nos espaços cemiteriais. Antigamente, os túmulos e mausoléus ourinhenses eram para expressar a memória e a religiosidade.

Agora, o cemitério é um espaço mais racional, com quase nada de referências artísticas, religiosas e memoriais. É, realmente, um local de sepultamento. Um reflexo de como os antepassados lidavam com a morte ao ser comparados com os pensamentos e atitudes das pessoas do presente.

Exemplo de túmulo mais moderno presente no cemitério ourinhense.

Serviços

Na data de hoje, está sendo realizado uma série de missas e cultos religiosos durante todo o dia no cemitério. Os portões estarão abertos, a partir das 06h até às 18h, com a presença de orientadores para respeitar os protocolos de prevenção ao Covid-19, com disponibilização de álcool em gel.

As celebrações serão às 06h, 07h, 08h, 09h, 15h, 16h e 17h. Para qualquer esclarecimento de dúvida, pode entrar em contato pelo (14) 3322-5689.

Fonte: Tese de doutorado em Ciências Sociais de Árife Amaral Melo

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E aí, gostou da história? O que mais você sabe sobre o cemitério ourinhense? Conte para nós!

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