Um dos maiores marcos da cidade de Jaú, é uma forte crença em uma lenda viva da cidade, Coriolando Rodrigues de Lima, conhecido como Criolando. Você já ouviu falar sobre ele e sobre toda sua história marcante?

Nascido em 1940, Coriolando sempre foi uma pessoa simples e com uma família unida, ele tinha um irmão mais novo, e junto com seu pai, ficava responsável pelo sustento da casa. Com um velho costume: andar pelas ruas montado em seu cavalo de pau, muitas pessoas diziam, que Coriolando sofria com problemas mentais e que suas atitudes se pareciam com de uma criança.

”Minha mãe dizia que ele possuía algum problema de cabeça, ela conhecia bem o Benedito, irmão mais novo do Coriolando, e dizia que ambos eram bons rapazes”, comenta Silvana Siqueira, moradora de Jaú.

Registro de Coriolando

Um dom sobrenatural

Coriolando era movido por atitudes que são consideradas, até hoje, sobrenaturais. Sua história foi marcada por suas incríveis previsões. Apelidado pelos moradores de Jaú de ”O Anjo da Morte”, segundo algumas pessoas, Coriolando previa quando uma pessoa iria falecer. Chorando e se sentindo muito emocionado, ele sempre se dirigia para todos os velórios da cidade e pressentia quando um ente querido iria morrer.

Na maioria das vezes, ele acertava, e por mais que pareça algo impossível, Coriolando podia sentir a morte de alguém horas antes de acontecer. Arrepiante, né? Vale ressaltar, que na época, não existia comunicação rápida e que os falecimentos eram comunicados apenas pelo rádio, horas e até dias após a morte.

Dona Teresinha, 87 anos, moradora de Jaú, contou um fato muito interessante sobre o dia do falecimento do seu pai:

”Coriolando apareceu e chorava muito, dizendo que havia perdido um grande amigo, mas ele não conhecia meu pai. Apenas pressentiu o acontecimento e permaneceu conosco.”.

Devoção

Grande parte da população de Jaú, acredita fortemente que Coriolando tinha um dom, alguns chegaram a dizer que ele era como um santo e que realizava algumas preces. Após sua morte, aos 77 anos, Coriolando recebeu uma homenagem da cidade. No atual cemitério da cidade, pessoas deixam flores e cavalinhos de pau em seu túmulo diariamente.

Devido a muitas visitas e muitos pedidos em seu túmulo, a Prefeitura da cidade construiu uma capela como forma de homenagem e para que mais pessoas pudessem ter acesso. Sendo assim, quando os pedidos das pessoas eram atendidos, como forma de agradecimento, a população deposita flores, velas e claro, muitos cavalinhos de pau.

Outra homenagem feita pela população foi batizar o velório municipal com seu nome, devido a suas visitas no local para prestar solidariedade as pessoas que perderam alguém.

Um outro depoimento sobre o marco de Coriolando, é da Dona Catarina de Abreu Silva, ela conta sua experiência e algo muito interessante nesse depoimento, é que Coriolando pressentiu a morte do filho de Dona Catarina, meia hora antes de acontecer, confira o vídeo:

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