Uma profissão que vem crescendo e é cada vez mais procurada é a de celebrante. Estes profissionais faz casamentos sem cunho religioso para aqueles noivos que querem sair do tradicional. Conversamos com a jauense e celebrante Anna Paula Rossi, que há cinco anos realiza o sonho de vários casais por diversas cidades do Brasil.

Foto: Fernando Roque

CARREIRA

Anna Paula Rossi é locutora, publicitária e jornalista há mais de 20 anos, ao longo da carreira teve passagem na rádio Piratininga e apresentou diversos eventos, festas corporativas e desfiles. Pensava que fazer casamentos seria a mesma coisa, mas percebeu que não tinha nada a ver. Um amigo músico pensou que ela seria a pessoa perfeita para celebrar uma cerimônia.

Foto: Fernando Roque

“Topei o convite, fui, fiz o primeiro, o segundo, no terceiro casamento já tinha certeza que era isso, eu tinha encontrado a minha missão“, diz Anna.

De lá para cá, se passaram cinco anos e Anna transformou a profissão em prioridade na sua vida. Se profissionalizou na área e conta que este tipo de celebração é algo alternativo para aqueles noivos que não pensam em casar da maneira tradicional na igreja.

Na sua carreira, Anna já passou da marca de 60 casamentos e até o final de 2022 passará de 100 celebrações, por ainda estar cumprindo agenda daqueles casamentos que foram remarcados por causa da pandemia.

Anna diz com orgulho ser a primeira mulher em toda região a celebrar casamentos e que é muito procurada por noivos que buscavam celebrantes mulheres.

Foto: Guilherme Santos

DESAFIOS DA PROFISSÃO

A celebrante conta que escreve toda a cerimônia e faz uma reunião com os noivos, que vão contando o que acham importante para ela entender o universo do casal. Este tipo de celebração é diferente das convencionais e dura em torno de 30 minutos, mas ela diz que acontece tanta coisa que até se surpreende e que cada casamento é único, alguns mais simples, outros na praia, uns com ares mais místico e etc.

“No geral, existe uma maneira de casar que não seja numa igreja, até digo para os casais que ninguém precisa casar, é só juntar as escovas de dentes e viver junto, mas se eles chegaram até mim e porque o casal tem uma história a ser contada e as pessoas precisam receber a energia“, comenta a celebrante.

Foto: Dual Foco

As cerimônias costumam ter média de 20 a 100 convidados e Anna explica que as pessoas saem de lá repletas de amor.

“As pessoas andam muito sedentas de amor. Então, uma palavra bonita, um poema, uma prece que eu conduzo para abençoar aquele momento faz toda diferença, até os marmanjos choram de emoção, é uma coisa que mexe com os sentimentos das pessoas“, afirma Anna.

Foto: Marcelo Rossi

DESEJOS

Com celebrações feitas em cidades de outros estados, como Paraná e Minas Gerais, e até na capital paulista, Anna conta que não prioriza lugares muito longe, por já haver bastante profissionais. Então, gostaria que as pessoas de Jaú e de todo interior conhecessem a possibilidade e que é bonito, marcante e que foge de todos os protocolos tradicionais.

“Muitos casais sem religião e homoafetivos não sabem desta possibilidade e são pessoas que merecem celebrar o amor e terem suas histórias contadas“, finaliza Anna.

Foto: Fernando Roque

Que carreira linda e que missão maravilhosa realizar o sonho de tantas pessoas que desejam de alguma forma expressar o amor. Já conhecia a profissão? Conta pra a gente nos comentários.


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