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Na beleza de uma canção há muitos poderes: acalmar a alma, trazer alegria e, até quem sabe, representar na forma mais pura o Amor.  Botucatu é um celeiro cheio de talentos quando falamos de músicas produzidas localmente. Dezenas de compositores estão na história da cidade, por isso nós decidimos contar um pouco do legado já deixado por alguns deles. 

Osni Ribeiro 

Foto: Aline Grego

Osni Ribeiro é uma figura enraizada na nossa história. Em dez minutos de bate-papo com o compositor já dá para perceber a paixão que ele carrega por Botucatu.  Nascido e criado aqui, morou cinco anos fora, mas garante que a Terra dos Bons Ares faz mais sentido e tem mais a ver com a essência do trabalho produzido. Apesar da distancia de grandes cidades, sabe que as tecnologias aproximaram tudo e a gente consegue fazer as coisas que sonha sem tem que abrir mão do sossego de viver em um lugar com mais tranquilidade. 

“Eu já compus muita coisa e em variadas formas. O mais habitual são canções e apesar da maioria delas ter uma linguagem regional, em meus álbuns mais antigos você vai encontrar samba, baião, bossa e outros ritmos. Também faço músicas instrumentais e já fiz temas institucionais, jingles, trilhas pra teatro, TV e até cinema”.

Cláudio Lacerda

É ligado à música campesina desde que saiu da capital paulista e veio para Botucatu fazer sua graduação em zootecnia. Neste tempo tocava nos bares da cidade, como o Baita Batata, o Bebericando, Bar do Fabinho e também em Festivais e festas universitárias. Deixou a carreira de zootecnista depois de 10 anos trabalhando no campo, e assumiu sua arte em 2000. Desde então gravou 5 CDs que contaram com participações importantes como as de Dominguinhos, Rolando Boldrin, Tinoco, Pena Branca e Renato Teixeira. 

Consegue voltar a morar em Botucatu, que era um sonho antigo, em 2016. Durante estes 4 anos,  apresentou o projeto “ConSertão” com a Orquestra Municipal de Botucatu por duas vezes, estreou com Osni Ribeiro o espetáculo “Sobre Trilhos e Canções”, e apresentou os projetos “Cantoria Folk” com participação de Zé Geraldo e “Modas e Causos da Roça”, todos no Teatro Municipal. Seu terceiro disco “Cantador” apresenta apenas canções autorais, como “Canto Brasileiro” com Edú Santana, “Caboclinha” com Pinho e “Canta que é bonito” com Julio Belodi.

Aléssio Di Pascucci

Outro compositor que merece ser lembrando nesta matéria é o artista multimídia Alessio Di Pascucci. No inicio dos anos 2000 Alessio idealizou e organizou o projeto “Criando a Canção”, que apresentava compositores locais. . 

Neste período Alessio inicia sua primeira parceria musical com o saudoso músico Cláudio Fazzio, algumas de suas parcerias foram gravadas no primeiro CD da cantora Fabiana Goddoy. Posteriormente outras parcerias musicais de Alessio foram gravadas em outros CDs.  Tais como o de Cristina Lemos e Alê Morreira. 

O compositor tem trabalhos marcantes com o músico Dael Vasques, como “Eu e Você”, que ganhou o prêmio Prata da Casa do Festival Botucanto em 2010, antes disso já tinha sido premiado numa das primeiras edições do Festival Botucanto por uma parceria com o musico Sonekka, a canção “Caso Raro” interpretada pelo músico André Oliveira na época.

Fernanda Ribeiro da Silva

Vibrante e intensa, Fernanda é referência para muita gente em Botucatu. É nascida e criada na cidade, o que faz dela uma pessoa apaixonada pelos rios  e cachoeiras que banham e energizam nossa terra e nossos corpos;  pelo  relevo da Cuesta que proporciona mirantes incríveis e a convivência com a diversidade de  pessoas e artistas que a inspiram. Suas composições são: Fênix, Plantando sementes e Respiro. A artista também interpreta canções. 

“Eu sempre gostei de compor músicas e pensamentos desde muito nova, me inspiro nas minhas experiências e reflexões de vida e dos acontecimentos ao meu redor.  Escrevi algumas composições solo e em parcerias com artistas que acompanho e respeito a alguns anos. Sinto que minhas composições são criadas para libertar e despertar mentes”.

Os Irmãos Vasques – Dael e Fernando 

Nascidos e remanescentes em Botucatu, essa dupla de irmãos respira Arte. Dael começou compondo em parcerias com artistas como, Alessio di Pascucci, Henrique Rabadan,  e Piteco. Participando de festivais de música da região como Botucanto e Fampop. Atualmente trabalha no primeiro EP entitulado “Desistencial”. Já teve participações históricas em edições do Botucanto, sendo uma delas com a canção “Carregado”, que o garantiu o segundo lugar no festival, em 2015. 

Fernando é um porta-voz da cultura local, representando a classe em diversos debates de interesse público. Na música tem algumas composições encantadoras como “Para o Dia Atravessar”; “O Velho” e “Minério de Fé”. 

Alê Moreira 

Essa é uma grande figura de Botucatu. Com seu violão e sua cabeleira, é dono de canções belíssimas e muito criativas, entre elas “Hipnóticos Labirintos” e “Quando era Eu”. Além de compositor, desenvolve importante papel na Noite da Botucatu. Seu estabelecimento, o “Botequim do Seu Varte” é palco para artistas locais se apresentarem. 

Arnaldo Silva

Simpatia define esse nosso compositor. Sempre com sorriso no rosto, Arnaldo cresceu no bairro COHAB 1 e considera Botucatu sua fonte de inspiração. Sempre acompanhada de um bom violão, já compôs canções como: Me Molha; Aquarela Flor; Me aquece a Alma; Pelos Caminhos; Denguinho; Ecos do Silêncio e Mas que dia. 

“Tenho a Arte como ferramenta de disseminação de boas ideias, ideias, norte, alívio, um colo, um carinho, consolo ou um conselho, um tapa na cara, motivação, força, alegria…Olha só que profissão abençoada”.

Gabriel Chapolim

Esse é um artista que representa pela luta por um espaço maior. Referência no RAP local, Gabriel Chapolim faz o estilo musical alcançar as pessoas de diferentes formas. É comum vê-lo, junto com outros rimadores , apresentando o trabalho na Rua Amando ou outros locais de grande circulação. Ele já tem mais de 50 músicas compostas, todas com muita opinião e ideia formada. Esse conscientiza! 

“Moro em Botucatu pela riqueza natural e por ter plantado minhas raízes aqui”. 

Mariana Thomé

Foto: Juliana Lautenschlager

A mistura da voz doce e calma com acordes bem tocados, Mariana Thomé já conquistou o carinho de muitos fãs da boa MPB. Também é professora de música. E se apresenta nos bares mais renomados da região.

Zé Claudio

Natural de Santa Barbara D’Oeste, veio para Botucatu em 1988, para os filhos estudarem na Escola Aitiara. Suas composições são na maioria de música instrumental, de ritmos brasileiros e jazz. Compôs para teatro, para a Orquestra Sinfônica de Botucatu e gravou CD autoral de pífanos  com a Banda Bambu.

Ramiro Viola

Esse é o compositor Raíz. Ramiro Viola nasceu na Fazenda Boa Vista, localizada na encosta da Serra. De lá trouxe a essência da música caipira, o Modão de Viola! 

Já compôs mais de 200 Musicas  e forma a dupla  Ramiro Vióla & Pardini. São 21 anos de carreira e dentre as tantas composições estão: Fazenda Lageado, Aroma Sertanejo, Faca do Ferreirinha, Violeiro Matuto, A Viola e a Cultura com Part. de Inezita Barroso, Dois Estêios com Participação do Tinoco, Rio Bonito a Rosa e Eu, Beó do Ferreirinha, A Você Radialista, No Rio Pardo Tem Meu Choro, O Chicote da Saudade e outras… 95% das Musicas Gravadas em 9 CDs da carreira da dupla são de Autoria de Ramiro Vióla. 

Neto Breda

Nascido e criado em Botucatu,  viveu por seis anos em São Paulo, cursando Artes Visuais pela Unesp, mas voltou para a terra natal. Faz parte da banda Assopro e do grupo de compositores SEIS.  Começou a tocar guitarra e aprender técnicas de canto aos 12 anos e logo começou a compor canções e músicas instrumentais.

No ano de 2014 a canção “Copos Sujos” foi vencedora do Festival “Cantos da Cuesta” realizado pela secretaria de Cultura de Botucatu. 

Agora com o a banda instrumental  Assopro foram lançados dois Álbuns de composições em parceria com grupo, sendo que em 2015 apresentaram  composições instrumentais na  “Virada Cultural Paulista”. Em 2016 com o grupo SEIS, formado por compositores da cidade apresentou suas composições “Lodo” e ” Uma Vez”, no Teatro Municipal de Botucatu, no Aniversário da Cidade, e também na “Virada Cultural Paulista”

Homenagem àqueles que fizeram história: Cláudio Fazzio e o João Aiz

Não podemos deixar passar aqueles que não estão mais entre nós.  o Cláudio Fazzio e o João Aiz foram duas figuras importantes para a nossa cultura. 

O João foi um dos pioneiros na arte de “cantar na noite” lá em meados de 1980. Com presença e voz muito marcantes tinha belíssimas composições em rítmicas típicas da MPB com um certo sotaque nordestino, a maioria delas em parceria com o Lau Gonçalves. 

Já o Claudio foi um compositor de muita intuição e expressiva qualidade. Produzia muito. Canções, temas instrumentais e arriscava ainda flertes com o erudito. A linguagem de suas músicas era moderna juntando elementos da melhor música brasileira. Era nascido em Avaré, mas veio pra Botucatu jovem e gostava muito da cidade. O jingle oficial dos 150 anos de Botucatu é de sua autoria. Foi um dos criadores do Botucanto, em 2003. 


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