Muitos amam a Coca-Cola, mas poucos amam tanto quanto Daniel, que coleciona há 6 anos itens da Coca! Ele conta que desde adolescente sempre tomou Coca-Cola e que sempre gostou da marca. “Quando eu treinava com o pessoal dos Bombeiros, todos tomavam suco e eu tomava Coca. Quando fazia parte da equipe de Rafting em Brotas, eles desciam do rio, voltavam e todos tomavam isotônico, e eu Coca! Quando fiquei mais velho minha paixão pela marca só foi aumentando cada vez mais”, conta.

Sua paixão só foi virar coleção a partir de 2013, quando foi para a lua de mel na Argentina e viu quanta diversidade que existe da marca Coca-Cola fora do país. E tamanho foi o encanto que, praticamente toda garrafa diferente que encontrava, Daniel comprava. “Eram baratas, coloridas e chamou minha atenção. Paguei cerca de R$1,00 e depois eu pensei o que iria fazer com aquilo. ‘Não sei, vou levar!’”, se diverte contando.

O chá bar antes do casamento já havia sido com o tema da Coca: “Foi sugestão de minha esposa Camila, que sempre me apoiou com a coleção. Foi aí que surgiram latinhas, baldes, quadros, copos, bandeja, porta canudo, porta guardanapo, tudo da Coca! Mas só depois da viagem é que vieram as garrafas!”

Paixão pela Coca-Cola

Depois de um tempo, uma amiga do casal mandou “Nossa vocês têm que conhecer esse lugar, um Restaurante da Coca!”. O dono do Restaurante Free Port é o Seu Homero e ele fica em São Paulo. Ele também é colecionador, o maior do estado, e tem milhares de itens da Coca! Dá pra imaginar?!

Um dia fomos lá em 5 carros com amigos pra almoçar, eu não fui o primeiro a chegar, mas quando cheguei o dono já tava na porta esperando, porque meu cunhado já tinha avisado que eu era fã de Coca. Após conversarmos ele me perguntou se eu já era um colecionador, e eu falei ‘não’. Ele perguntou se eu já tinha algumas coisas e eu respondi ‘que tinha baldes, garrafas… Ele então virou e disse: ‘Você já é, só não assumiu ainda’. Até então eu nem sabia que existiam colecionadores, foi só depois que eu fui neste restaurante que veio de vez a vontade de colecionar!

Ele coleciona qualquer coisa que for da Coca, mas seu foco maior são as garrafas! “Após conhecer o Seu Homero entrei num grupo de colecionadores de Coca no Facebook, e depois no WhatsApp, no grupo tem gente do Brasil inteiro e até alguns de fora, um dos grupos que eu mais converso tem quase 200 pessoas e só pode falar sobre Coca, seus produtos, lançamentos, etc. Você pode mostrar sua coleção, trocar ou vender produtos, sempre seguindo as regras do grupo.”

Coca-Cola por todo lado!

Ele organiza a sua coleção em prateleiras, onde deixa as que considera mais bonitas, e vai espalhando outras pela casa, guardando o resto em caixas! “Tenho mais de 180 garrafas, e contando todos os itens da Coca que tenho em sua casa, são mais de 300! Todas minhas garrafas expostas estão fechadas, mas nem todas vieram assim, pois tem países que não permitem que você as traga com líquido no avião, pois eles confiscam. Até pelo Correio tem algumas restrições.”

Alguns itens de sua coleção ficam na hamburgueria do Burger Bros, “Acabamos ficando amigos do Marcos, pois ambos gostamos de Coca, agora já somos praticamente família! Deixei quadros, garrafas, baldes… é meu, mas tá lá! Pois não cabe tudo no nosso apartamento! Já comentei com ele de fazermos uma prateleira expositora com minha coleção lá também, seria legal! A maioria gosta quando eu falo de minha coleção! Eu deixo todos porem a mão, todos acham legal, querem ver, e perguntam se eu não vou fazer uma exposição.”

Agora que descobriram que serão papais, estão pensando em colocar um vidro na prateleira, “Se acontecer algo é criança, eu não tenho esse negócio de não poder relar”, e sua esposa lembra, “Mas quando alguém mexe ele sabe… haha!” Ele coleciona e sua esposa lhe diz qual e onde ele deve expor. “Ela nunca se opôs, e é até mais cuidadosa que eu!”

Amor de colecionador

Ele conta que guarda algumas repetidas para trocas nos encontros anuais dos colecionadores de Coca, que acontecem no Restaurante do Seu Homero, “Ele é uma de minhas referências! Toda vez que eu vou lá, ele me mostra as novidades dos outros países! Quando eu chego ele grita ‘Ô Jundiaí‘, ele é superbacana!”

Sobre as dificuldades e raridades de sua coleção Daniel nos conta, “Tem umas que são mais difíceis de achar, outras valem mais ou menos, eu não gosto muito de comprar, eu acho mais legal trocar! As mais difíceis foram as de pedra, que é uma de garrafa de um evento feito em Itabirito, Minas Gerais, cidade conhecida por suas pedras-sabão, onde foi contratado uma pessoa que faz esculturas para fazer essas garrafas de pedra e dar aos convidados. Uma escultura decorativa, onde só quem foi tem, uma moça conseguiu umas e jogou no grupo e eu fechei negócio na hora! Já me ofereceram R$ 800,00 nela! Para alguém que não coleciona é só uma pedra, um peso de papel; Uma da França que acende a luz e parece uma luminária também foi difícil; E uma de comemoração aos 30 anos da TAM no Brasil!” Ele inclusive tem uma garrafa escrito Jundiaí!

Daniel diz que é difícil escolher uma preferida, “Cada uma tem uma história, é como você perguntar pro seu pai ‘Qual filho você gosta mais?’, ele fala ‘Todo mundo é igual’, mas ele sabe qual é o mais bagunceiro, qual o mais amigo, etc. Tem algumas que acho mais bonitas, como a da Rússia que é pequena e colorida, essa da França, eu também gosto bastante das douradas e prateadas, e algumas de estilistas…”

Ele conta que já teve outras coleções! “Quando eu era moleque, colecionava latas de cerveja, e eu descobri que elas explodiam depois de um tempo! Por isso hoje deixo todas as latas vazias, as de vidro eu encho com Coca que ficou um tempo aberta e não foi tomada, eu até tenho um fechador de garrafa.” Ele é tão cauteloso! “Coloco até um pano em cima pra não riscar a tampa na hora de fechar!” E ainda coleciona patches de Bombeiro, da época que trabalhou com isso, miniaturas de helicópteros, e já colecionou canivetes também!

Do mundo inteiro

E a coleção de Daniel é internacional, viu? Os únicos países que foi ele mesmo quem trouxe os itens para sua coleção foram Argentina e Paraguai, o resto foram todos enviados pra ele, muitos por amigos. Além dessas e do Brasil, ele tem itens da França, Estados Unidos, Polônia, Hungria, Áustria, Colômbia, Japão, Rússia, Bélgica, Croácia, Emirados Árabes, México, Uruguai, Espanha, Irlanda, Romênia, China, Coreia do Sul e Israel, contando as latas e garrafas!

Ele lembra de uma amiga no Japão que manda de vez em quando alguns itens para sua coleção, “Ela só consegue me enviar via contêiner, ela fala ‘Comprei mais umas 8 e vou te mandar’, e eu espero, não adianta ficar ansioso, tem que ter paciência.”

Ele se lembrou de uma de suas primeiras trocas pela internet, “Eu conversei com umas pessoas de Xangai, eles viram a minha coleção pelo Facebook e eu comecei a falar com eles pelo Google Tradutor, é claro. Daí eu fiquei com medo de fazer negócios, afinal, e se eu mando, gasto um dinheirão e não recebo?! Mas daí eu decidi fechar negócio, o pessoal de fora não dá balão, e deu certo!”

Figurinha carimbada

Uma coisa que ele acha muito legal é que os amigos se lembram, “Eles vão pra viagem, não tem obrigação nenhuma de lembrar de mim, eu nem fico pedindo também, mas eles mandam ‘Dani, olha o que eu achei aqui, tô levando’, putz legal, eu fico muito feliz, o cara tá fora, lembrou de mim e ainda trouxe um presente! Quando tem lançamentos também, meus amigos mandam, ‘Você viu isso? Se eu achar eu compro!’” Ele também fala brincando, “Se alguém aí quiser patrocinar a coleção fica a vontade, se for viajar e quiser trazer itens da Coca pra mim eu também aceito!”

Adoramos conhecer a coleção do Daniel, e ele deixou uma mensagem pra vocês, “Se você gosta de coleção, você primeiro tem que definir o que você entende por coleção ou se é um acumulador, porque pode virar doença! Se você é colecionador, se envolva com pessoas, não é uma coisa só de uma pessoa, a família também acaba participando dos encontros, é legal por ter esse relacionamento interpessoal! Você gosta? Vai atrás! As pessoas podem criticar, você não precisa investir pesado, mas tem que ter o pé no chão, para saber até onde seu bolso pode ir! Não só sobre coleção, mas para sua vida! Pessoas pra falar mal tem muitas, pra te ajudar tem poucas! Tem muitos amigos por trás de minha coleção e eu agradeço a todos! Você faz muitos amigos quando se faz uma coleção! Uma coisa que eu percebi é que as pessoas que colecionam são cuidadosas, organizadas, eles cuidam do que não é delas também, porque sabem que tudo tem um valor!”


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