No dia de hoje, 1º de outubro, é comemorado o Dia Mundial da Música. A data surgiu a partir de uma iniciativa da UNESCO, em 1975. O objetivo é celebrar a paz e a amizade entre os povos através desta arte.

A música exerce uma grande influência nos seres humanos, podendo trazer os sentimentos mais internalizados à tona. É capaz de emocionar, aterrorizar, alegrar e entristecer. Sempre esteve presente entre nós e é considerada uma das primeiras expressões artísticas da humanidade.

Danilo Agostinho, músico e professor de canto no Projeto Guri, explica que “a música é diretamente ligada ao corpo humano, ao cérebro, ao inconsciente e ao coletivo. Eu acho que antes de mais nada, é uma expressão da sociedade. Tem gente que reclama do funk carioca, mas esse estilo musical é uma expressão social que precisou sair de alguma forma daquele espaço”.

A música é um laudo da sociedade.

O que as pessoas estão pensando, elas expressam.

Danilo, músico formado em clarinete na UNESP.

Danilo ainda afirma que ” desde que surgiu o som isso sempre foi assim, o intuito era de expressar alguma coisa. Não acredito que a música é fruto de algo que a influencia. Acredito que ela nasça dela mesma“.

Músicos em Marília

Para Giulia Scaranelo, estudante de Fonoaudiologia, “a música é vida. Depois que comecei, não parei mais. Toquei em orquestra, apresentações solo, comecei a trabalhar tocando em casamentos e eventos, dei aula em conservatório e particular. O que acompanhou meu desenvolvimento como pessoa e me despertou interesse pela Fonoaudiologia foi a música!”.

Giulia aprendeu a tocar violino aos 10 anos e se interessou pelo instrumento após assistir um filme da Barbie. Depois de muita insistência, seus pais a levaram para as aulas.

Giulia diz que “Quando toco violino, é como se nada mais importasse, só a minha música”. (Foto: Giulia Scaranelo)

Ela acredita que a música ainda não tem a influência que deveria na sociedade, pois tinha que ser levada mais a sério: “há vários estudos sendo desenvolvidos por um professor que me deu aula na UNESP sobre os benefícios da música na saúde das pessoas. Entre tantas, temos a ‘música é capaz de ajudar no desenvolvimento do cérebro dos prematuros na UTI”.

É uma luta constante levar este conhecimento à sociedade!

Giulia, violinista e futura fonoaudióloga

Matheus Leite, estudante, também é violinista. Além desse instrumento, toca piano e teclado. Matheus enxerga a música como um canal para manifestar os seus afetos e sentimentos para quem está por perto, e vê nessa arte uma forma de “ajudar na consciência e a desenvolver reações mais tranquilas frente a crises existenciais e problemas. A arte estimula a alegria e o bem estar”.

Matheus tem asma e por isso não se arriscou nos instrumentos de sopro. (Foto: Matheus Leite)

Para o professor Danilo, o apreço por essa arte é inato. “Música, para mim, não foi uma escolha. Sou músico desde que nasci e vou morrer músico. Assim como tem o cara que nasce jogador de futebol e joga bola, eu nasci músico. Não foi uma escolha”.

Sobre a interferência da música no indivíduo, Danilo vê uma certa urgência: “quem tem uma necessidade de expressão artística e não se expressa, adoece. Aquilo precisa sair, de qualquer forma. Não adianta frear, pois é o excesso de algo que você tem dentro de si. No ser, a música resulta da saída dessa energia“.

Dica

Há três anos dando aula no Projeto Guri, Danilo desenvolveu um método para sempre ir além e melhorar sua musicalidade. Ele exemplifica que “as pessoas se expressam pelas palavras que elas conhecem. Se o cara só conhece a tinta vermelha e a tela branca, ele vai usar só os dois. Agora, se colocar o amarelo e o verde, ele vai aprender a misturar e as coisas vão saindo. A mesma coisa acontece com os meus alunos. Eles chegam conhecendo só um estilo de musica, por isso que para eles a música é limitada. Aí você mostra um Tom Jobim, Pixinguinha, Chico Buarque e causa uma sensação de estranhamento”.

Danilo começou a tocar clarinete com 7 anos de idade. (Foto: Danilo Agostinho)

A dica é “sempre conhecer mais palavras e mais sons. Quanto mais tipos e estilos músicas você conhece, mais repertório você vai ter para se expressar. A globalização ajudou muito a aproximar as culturas musicais. No YouTube, você consegue acessar uma gravação de 1920 ao mesmo tem um som africano atual. Antes, se quisesse um disco de jazz era um parto, hoje em dia é mais fácil”, finaliza o clarinetista.

Danilo fez um intercâmbio para Alemanha por 8 meses para estudar música. (Foto: Danilo Agostinho)

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