Elaine Ninzoli é psicóloga e responsável pela We Treinamentos. (Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução)

Há algum tempo trabalho como voluntária em um grupo de cuidados com o cuidador de idosos e, a partir de algumas conversas com familiares e leituras que faço, vou escrever um pouco sobre esse mesmo cuidado com o idoso neste momento de pandemia.

O idoso é o grupo de maior risco em relação ao Coronavírus, e praticar o distanciamento social e todos os cuidados, como ficar em casa, não é simples para ninguém.

Tenho ouvido frases como: “Minha mãe até está entendendo melhor, mas meu pai vive arrumando alguma compra pra fazer no supermercado, está difícil segurá-lo”, ou “Minha avó acha que tudo isso é mentira”, e ainda “Nossa! Ele é tão teimoso, não adianta explicar”.

Infelizmente, em nosso país, não temos uma cultura de reconhecimento dos nossos idosos e o quanto vivem isolados sem pandemia! Talvez esse seja assunto para outro artigo, mas o que acham de aproveitarmos a convivência deste momento para mudarmos essa cultura? É só uma sugestão.

Alguns lares estão convivendo com as consequências da quarentena, como trabalho em home office, crianças estudando e ficando em casa o dia todo, mães que além do home office, cuidam da casa, ou seja, uma mudança drástica na rotina de muitos lares. E ainda tem o Vô!

E quem vai cuidar do vô?

Se o ‘vô’ for um idoso saudável, com autonomia e que resida com os familiares, minha sugestão é inseri-lo nas rotinas da casa, como ajuda em alguma tarefa doméstica. Conversar com ele, explicando que é uma fase e que vai passar, que todos estão se adaptando à essa difícil realidade, também é fundamental.

Garantir um horário para continuar com o banho de sol com segurança, convidá-lo para participar de brincadeiras, como jogos, ver fotos antigas e estimular sua memória, perguntando quem são as pessoas da foto (se realmente você não souber)… Ah, e pedir para ele contar histórias de sua vida também é uma forma de atenção e de deixá-lo mais em casa. Acima de tudo, preste muita atenção em possíveis sintomas que ele possa apresentar e evite visitas neste momento.

Para os idosos saudáveis, é importante a prática de exercícios físicos! Até os ‘vôs’ acamados, mas que têm condições para ir para a cadeira de rodas, a realização de exercícios físicos, com alguém o estimulando, é fundamental.

Cuidados básicos

Que são indispensáveis em qualquer época, não é? Sempre dê orientações sobre questões de higiene, como banhos, troca de roupas, sobre lavar as mãos com frequência. E faça isso de forma colaborativa e carinhosa, pois eles tendem a dizer que queremos ensinar coisas que eles já sabem. Reforçar o quanto isso é muito importante agora, para a saúde de todos da família, é um caminho. 😊

Se o idoso residir sozinho ou em uma casa de repouso, sempre telefone para saber como ele está e dê todo apoio. O importante neste momento é mostrar a ele que você se preocupa com ele e está presente.

Pratique também a solidariedade ajudando um vizinho idoso no momento de ir ao supermercado, ofereça ajuda fazendo compras para ele e entregando em sua casa. Coloque-se à disposição em oferecer ajuda. Sempre temos aquele vizinho que podemos ajudar.

Temos que praticar o distanciamento social, mas de forma alguma podemos praticar o distanciamento afetivo. Transmitir carinho e segurança neste momento, é essencial, mesmo que à distância.

Elaine Ninzoli é psicóloga.

Serviço

We Treinamento e Crescimento Profissional

  • Telefone: (11) 98443-9980
  • E-mail: elaine@wetreinamento.com.br

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4 COMENTÁRIOS

  1. Excelente matéria. Uma realidade diferente que estamos vivendo neste momento é temos que adaptar nos. Essa adaptação, inclui principalmente, crianças e idosos que ficam impacientes com a restrição que estão tendo nesta quarentena de não poder sair. Parabéns pela abordagem. Excelentes dicas, a afetividade neste momento é tudo. Já basta o distânciamento físico.. disse tudo.

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