Nascida e crescida em São Manuel, Joselaine Raquel da Silva Pereira despertou a paixão pela escrita e quando passou no vestibulinho para estudar no colégio da Embraer, em Botucatu, que teve a base e encaminhamento para faculdade.

Foto: Josilaine Arquivo Pessoal

O início

Joselaine prestou vestibular em 2016 para cursar Antropologia na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) em Foz do Iguaçu na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Na época, ela tinha 17 anos e teve que ser emancipada, pois, seus pais apoiaram este processo e ela se apaixonou pelo projeto da UNILA. Um projeto que oferecia 50% das vagas para brasileiros e 50% para estrangeiros e toda a América Latina, foi quando começou a conviver com colombianos, haitianos, cubanos, mexicanos e outras nacionalidades.

Com a imensa vontade de viajar e conhecer outros lugares para seu trabalho de conclusão do curso, Joselaine buscou viajar para locais específicos e, assim, conhecer os povos indígenas de nosso pais.

Foto: Josilaine Arquivo Pessoal

Guarani

Usando a pesquisa feita para seu TCC, ela começou a escrever seu livro “AGROSABEDORIA – Mulheres da terra em abya yala” que conta a sabedoria dos povos que estão relacionados com a terra de saberes que não está dentro da ciência. Muitas vezes, são excluídos e o livro enfatiza na perspectiva de valorização das mulheres indígenas relacionadas com a terra povos Indígenas Quilombolas e outras.

A jovem mostra as formas de resistência das mulheres tanto contra a colonização quanto contra a violência praticada pelo racismo ou capitalismo. E este tema surgiu através da vivência de quando residia em São Manuel, seu pai é trabalhador rural e sempre no campo, ela viu a relação entre o rural e o urbano. Diante desta situação, Joselaine começou a se interessar pelo rural de uma forma diferente, buscando os saberes de pessoas que são importantes, porem são vistos com preconceito e de modo pejorativo de “caipiras”. 

“Desde criança, minha irmã mais velha me ensinou a escrever bem rápido, acho que eu tinha uns quatro ou cinco anos, logo comecei a escrever uma historinha sobre uma família de ursos, ainda criança”, relembra Joselaine.

Foto: Josilaine Arquivo Pessoal

Foi a primeira vez que Joselaine escreveu e nunca mais parou. Atualmente, ela escreve artigos de pesquisa acadêmica e poemas, acredita que é mais fácil se expressar escrevendo do que oralmente.

Foto: Josilaine Arquivo Pessoal

Hoje, no Brasil temos mais de 300 povos indígenas vivos e as pessoas não sabem sobre estes povos, culturas e costumes e neste livro, que vai ser lançado em breve, contará um pouco sobre o povo indígena em terra e suas tradições.

O lançamento do seu livro ainda não tem uma data prevista para saber sobre o lançamento, por isso acompanhe Josilaine no Facebook.


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