Em quase todas as cidades de interior de estado, talvez, tenham histórias aterrorizantes e/ou de arrepiar os cabelos. Aqueles contos e lendas que assustam qualquer um e fazem parte da história de uma localidade específica da cidade, como um bairro, por exemplo. Em Ourinhos, tem uma famosa história de um tal espírito, chamado Poltergeist, que atazanou uma família residente da Vila Perino.

Tudo começou na década de 80. A casa existe até hoje e está localizada na Rua Maranhão. No fundo da residência, tem dois cômodos de madeira onde morou uma senhorinha, que é sogra da moradora da casa no presente.

Do nada começou um barulho como se estivesse serrando o assoalho da casa. De imediato, a senhora julgou que fosse ladrão e chamou o filho que chamou os vizinhos. Toda essa turma foi para a casa, a Polícia foi chamada e até que a vizinha disse: “esquenta uma água e joga no assoalho, porque se for ladrão ele sai e o policial prende”.

Jogaram a água e no mesmo instante veio um vento forte no rosto desta vizinha. Todos ficaram assustados. Aí os barulhos não paravam mais, era direito algum som vindo da parede. Dizem que a parede até quase caiu e foi preciso consertar.

“Foi aterrorizante o que aconteceu naquela casa”, disse uma testemunha que preferiu não revelar identidade por motivos pessoais.

Diante da situação, a vizinha resolveu começar a orar por aquela casa dentro do quarto da senhora que morava ali. Tinha uma cama de solteiro com um lençol branco por cima.

“Quando ela entrou no quarto, o lençol começou a se mexer como se tivesse alguém deitado naquela cama. A vizinha começou a conversar e perguntou se aquele espírito precisava de alguma oração, a cama foi com tudo em direção a mulher e bateu na perna. Era proibido falar o nome Deus”, relata a munícipe.

O tempo foi passando e os movimentos estranhos continuavam. Pessoas contam que o Padre Bernardino, pároco do Santuário Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe daquela época, foi até o local para rezar e falam que o espírito ergue a sua batina, mas é mentira.

Quem foi até a casa, de verdade, foi um pastor. O religioso se sentou na sala de frente à televisão, momento que o aparelho flutuou até o colo do pastor.

“Tinha um radialista na cidade, Aparecido Leite, que trabalhava na Rádio Clube que foi até a casa fazer uma reportagem. Foi ele pisar dentro da casa que começou um auê, o que estava no teto cai, a mesa virou de ponta cabeça. Saiu correndo da casa, estava até passando mal”, relembra a testemunha.

Outro fato curioso, é que quando a dona da casa começava a varrer os espaços, a vassoura não para em sua mão, ficava flutuando. Outra situação era o surgimento de letras nas paredes que formavam a frase: “Tomem cuidado, se não todos vocês acabaram mortos”.

Na época, a vizinha decidiu levar estes moradores para um centro espírita, na Vila Kennedy, e hoje nem existe mais. Ao entrarem no local, começou um barulho irritante no telhado, era como se estivesse caindo diversas pedras. Então, a dona do centro recebeu uma entidade e diz que o espírito que estava perturbando a família era o Exu de Sete Ventos. Foi feito um trabalho, uma entrega de sete quilos de carne, sete velas preta, sete velas amarelas e o barulho acabou.

A cada três meses a família fazia essa entrega, depois passou de seis em seis meses. Passou um ano e os moradores esqueceram desta ação. Tudo voltou novamente. Vidros começaram a ser estourados, pedras apareciam do nada e a vizinha levou a família mais uma vez para o centro espírita.

“Dizem que o problema era com a senhora que morava no fundo da casa, parece que ela era uma pessoa muito ruim para o marido e foi isso que comentaram no centro espírito. Que a entidade veio para atrapalhar a vida dela”, comenta a cidadã ourinhense.

Isto é, quando esta situação começou na casa da senhora, a do fundo, ela foi morar na casa da frente e o espírito acompanhou esta mudança. Acabou que atormentando os ambientes das duas casas. A rua até foi interditada de tanto curioso querendo invadir a casa. A família resolveu ir para outra casa, para a residência da mãe desta senhora, também moradores da Vila Perino.

Entraram na casa, tudo começou cair no chão e aí decidiram voltar para a Rua Maranhão. Aonde a família ia, o espírito ia junto. Por fim, depois de muitos trabalhos e entregas a entidade foi embora e nunca mais voltou.

Atualmente, a família não gosta que toque no assunto e são extremamente reservados. O motivo é pelo trauma que este período causou em cada integrante e por toda a comoção que o caso causou em toda Ourinhos.


É extremamente assustadora e curiosa essa história! Você se recorda? Conte para nós o que você sabe!


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