O Dr. Yusuf Khalil Auwad, filho de Khalil Nicola Auwad e de D. Helena Mitri Auwad, nasceu na cidade de Saída (Sidon, Síria), na costa oriental do Mediterrâneo, que se chamava antigamente Fenícia, no dia 05 de dezembro de 1897.


Aos sete anos de idade entro para a escola, tirando o certificado do curso primário no dia 21 de junho de 1912, no “Gerald Institut” na cidade de Saída, sua terra natal. Transferiu-se para o então “Syrian Protestant college”, que mais tarde adotou o nome de “The American University of Beirut”, e recebeu o certificado do curso ginasial do Departamento Preparatório do Colégio, a 26 de junho de 1913. Fez depois dois anos de estudos especiais para entrar na Faculdade de Medicina, o que ocorreu em 1916.
Prosseguindo no estudo, na Faculdade de Medicina, e a I Guerra Mundial no auge, saiu uma ordem do governo (otomano-turco) para que todos os estudantes dos cursos superiores se apresentassem para o serviço militar, antes mesmo da chamada pela idade.


Para esses alunos foi dado um ensino militar intensivo e especializado, numa cidade bonita, saudável e turística, nas montanhas do Líbano. Depois que terminou esse aprendizado foi dado àqueles alunos o título de “oficial novo”. Os estudantes de Medicina foram incorporados ao Serviço Médico do Exército. O jovem Yusuf Khalil Auwad ficou como assistente de um dos médicos e teve a sorte de ficar na mesma cidade onde havia recebido o ensino militar (Baalbeck) num grande hospital.
Passa algum tempo e surge outra ordem: os oficiais novos, estudantes de Medicina, voltavam aos estudos na Faculdade de Medicina Francesa, que se encontrava fechada e que reabriu sob orientação do governo local, com professores turcos. Mudou-se para essa faculdade, freqüentando as aulas durante mais de um ano.


A guerra mundial prosseguia com resultado favorável aos aliados, rapidamente. Mais uma ordem veio: os alunos de Medicina são obrigados a mudar para o norte da Síria… E com urgência. Os outros caminhos de Beirute foram fechados. Mas o avanço dos aliados foi muito rápido. Os exércitos árabes entraram em Damasco (Síria) e os ingleses no litoral comandados pelo Gal. Alemby, marcham rapidamente até Beirute, onde entram em setembro de 1918, obrigando os turcos a se debandarem para o norte. E os alunos da Faculdade ficaram livres.
Voltou o biografado para a antiga Faculdade da Universidade Americana de Beirute. Completou o curso e fez os exames, formando-se doutor em Medicina e Cirurgia, em 28 de junho de 1923.


Logo depois prestou exame de habilitação perante a banca examinadora Francesca, do Alto Comissário da República Francesa, na síria e Líbano. Finalmente ficou habilitado, abrindo consultório em Saída, no segundo semestre de 1923.
Algum tempo depois, devido à situação anormal em conseqüência da guerra, teve que vir ao Brasil. Aqui chegando, gostou de suas cidades e do interior do Estado de São Paulo. Resolveu ficar, podendo clinicar e iniciar sua carreira de médico.
Estudou a língua portuguesa e inscreveu-se para o exame de habilitação exigido para os médicos estrangeiros.


Atendidas outras exigências, prestou os exames escrito, oral e prático e defendeu tese. Foi aprovado plenamente e recebeu o diploma de habilitação na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 26 de dezembro de 1927.
Para inicia a sua vida prática veio a Tietê no ano de 1928, cidade que já conhecia e abriu aqui sua clínica.


Ofereceu os seus serviços à Santa Casa de Misericórdia, foi aceito e na primeira reunião eleito como mesário, ficando nesse cargo até a aposentadoria. Foi também diretor clínico em rodízio, depois único até a aposentadoria, deixando de clinicar a partir de 1º de janeiro de 1973.
Sempre gostou da Santa Casa, tratando os doentes particulares e indigentes com o mesmo zelo e dedicação, de dia ou de noite. Os seus serviços para a Santa Casa foram inteiramente gratuitos.
Médico autônomo credenciado no INPS.


Foi nomeado professor da Escola Norma Livre e Ginásio de Tietê e do Instituto de Educação Plínio Rodrigues de Moraes, ensinando muitos anos.
Membro da Associação dos Ex-Alunos da Universidade Americana de Beirute. Sócio efetivo, seção do interior, da Associação Paulista de Medicina.
Recebeu os diplomas de Sócio Benfeitor e protetor, da Sociedade Beneficente de Tietê, mantenedora da Santa Casa de Misericórdia de Tietê.
Recebeu convite de homenagem da comissão da 14ª Semana “Cornélio Pires”, mas, por motivo de saúde, não pôde comparecer.
Sócio remido da Associação Esportiva de Tietê, sempre gostou da cidade que escolheu para viver e do bom povo desta cidade.
“Sempre desejando ordem, progresso e felicidades ao povo de Tietê, para o Estado de São Paulo e para o grande Brasil”.
Faleceu no dia 26 de dezembro de 1975.

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