Você já viu algum peão se tornar cabeleireiro? Essa é a história de Júnior, recheada de emoções e com uma bela trajetória. Confira!

Mudança de profissões

Antes de se tornar um dos mais eficientes açougueiros do estabelecimento que trabalhava em Marília, Júnior Moisés se dedicou ao mundo dos rodeios. Como trabalhava como boiadeiro, lidando e apartando gado em propriedades rurais da região, Juninho, como é mais conhecido, ganhou notoriedade ao participar de dezenas de rodeios, conquistando prêmios em finais disputadas.

“Sempre trabalhei com muita dedicação, mas acontecia que eu não estava feliz fazendo aquilo que eu fazia, que era trabalhar com cortes de carne”, contou.

Certo dia, enquanto cortava uma peça bovina, ouviu o que ele chama de um sopro divino no ouvido: “Por que você não faz um curso de cabeleireiro?”. A mensagem chegou clara e nítida. Dentro de poucos dias Juninho estava aprendendo a fazer outro tipo de corte: o de cabelo.

A esposa

Por este mesmo período, sua esposa, Julien Tauane, que trabalhava como operadora de telemarketing, continuava às voltas em procurar respostas para uma pergunta muito comum entre os jovens: ‘Qual profissão escolher?’.

“Quando criança e adolescente eu que era a amiga responsável por fazer as unhas das colegas e até ajeitar os cabelos com cortes e penteados diferentes. Então, para mim, lidar com os serviços de beleza era algo muito natural”, contou.

Julien, então, concluiu um curso de cabeleireira e passou a atender em casa, num cômodo. Isso sem deixar o emprego de operadora de telemarketing.

“Atendia em casa e também atendia na casa das clientes. Assim foi começando a formar minha clientela”, lembrou.

Começando…

Juninho, por sua vez, notando o desempenho da esposa e o potencial de crescerem juntos na mesma profissão e atividade comercial, passou a se dedicar intensamente ao curso. Julien já havia se dedicado assim, pois na época em que optou pelo treinamento passava horas na escola profissionalizante, chegando cedo e indo embora só no começo da noite.

O ex-peão de rodeio que exercia a profissão de açougueiro e até conseguia garantir uma renda razoável, certa noite ao retornar de uma entrega de carnes para um cliente viu uma placa de aluga-se numa sala comercial no mesmo bairro onde trabalhava, o Jardim Bandeirantes.

“Tínhamos uma única cadeira de barbeiro, um único espelho e um lavatório”, contou.

Embora a estrutura era micro, a vontade era enorme. Sem medo de errar, Juninho alugou o salão e, com o prestígio que sempre teve por ser um profissional eficiente, obteve votos de confiança que lhe entusiasmaram e lhe deram confiança.

Dias atuais

Desde então, lá se vão seis anos que o salão de JJ Cabeleireiros abriu suas portas e vem ampliando a clientela a cada dia. Neste 3 de novembro é celebrado o Dia do Cabeleireiro e através do empreendedorismo e talento do casal JJ (Juninho e Julien) a Solutudo Marília presta uma homenagem a todos os cabeleireiros e cabeleireiras da cidade.

Para Juninho (@junior.moises.75), o ofício de cabeleireiro é igual o ofício de um artista. Para Julien (@julientauane), trabalhar como cabeleireira é retribuir com gratidão tudo que a vida lhe proporcionou.

Já cortou o cabelo com o Júnior? Gostou da história? Conta pra gente!


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1 COMENTÁRIO

  1. Juninho é um excelente profissional , eu cortei cabelo com ele durante muito tempo. O atendimento e a atenção dada ao cliente é um dos principais carros chefes de sua barbearia.
    Além de barbeiro um grande amigo. Um incentivador de sonhos que me inspirou a fazer o curso de barbeiro também e foi o amigo que me vendeu a primeira máquina que tive.
    Ainda me vendeu parcelada a perder de vista. Deus abencoe Juninho.

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