Tem coisa melhor do que poder se expressar por meio das roupas?

Deixar os looks falarem por nós é incrível, mas você já pensou em como fazer isso e ainda ajudar a reduzir impactos ambientais, sociais e econômicos?

Esse é o conceito de moda sustentável, pelo qual a bauruense Ivana de Paula Oliveira Santos se apaixonou e se entregou por meio da customização de peças.

Ivana é bauruense, jornalista e idealizadora da marca MDP! Foto: Arquivo pessoal

Como assim?

“Sempre tive o costume de ir ao brechó e sou apaixonada por jaqueta jeans. Tive a ideia de comprar algumas e customiza-las, assim como outras peças que achava interessantes”, conta a jornalista e idealizadora da marca MDP.

Movida pelo amor à moda, Ivana começou a pesquisar referências e se apaixonou pelas do festival de música Afro Punk.

Frases que criticam os privilégios de pessoas brancas e sátiras utilizando café passaram a estampar as camisetas customizadas por ela.

“À primeira vista, pensamos apenas em cafés. Mas, se você tiver o ponto de vista de uma pessoa negra, entende a piada e, claro, o direcionamento da palavra que ouvimos muito hoje: privilégios“.

sustentável

Tudo tem a ver com criatividade e vontade de dar uma cara nova pras peças. Por exemplo, se a pessoa tem uma jaqueta que ela goste muito e queira mexer, fazemos essa encomenda específica. Eu colho as informações sobre o que ela gosta e reproduzo na peça

Otimismo e consciência

“O cenário está crescendo!”, comenta com alegria. “Vejo muitas pessoas montando bazar em garagens, feiras de brechós, optando por consumir roupas de produção de amigos e não mais das lojas de departamento… Isso é ótimo, mas ainda precisamos de mais apoio uns dos outros”.

Ivana explica que moda sustentável envolve muito mais do que consumir roupas customizadas e reutilizadas. O impacto desse comportamento afeta diretamente o meio ambiente, a economia e a sociedade.

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Foto: Reprodução: World Resources Institute

Chocante, não é? Agora imagine tudo isso em uma produção em escala nas grandes lojas de departamento, que trabalham com o conceito de fast fashion, ou seja, moda rápida, que consiste em uso e descarte rápido das roupas por terem deixado de ser tendência.

Além disso, trabalhadores do setor de vestuário em diversos países, como Bangladesh, têm salários em torno de US$ 96 por mês, valor que é 3,5 vezes menor que o suficiente para ter uma vida digna no país.

Mudança de hábito

Ivana reitera que é importante repensar os hábitos de consumo e colocar em prática a sustentabilidade.

Dessa forma, além de se expressar por meio das roupas com a customização, você está ajudando a reduzir uma série de impactos negativos que afetam todo o planeta.

“O diferencial das peças que já foram utilizadas é que elas têm história e podem transformar a relação entre as pessoas e o meio ambiente. É preciso repensar a forma como consumimos e mudar hábitos. Com criatividade, elas pode mudar e ter uma nova história na vida de outra pessoa”

E aí, bora aderir à moda sustentável?


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