A história informal de Santa Cruz do Rio Pardo se inicia em 1887. Informação que ignora a presença de Manoel Francisco Soares na região, mas é lembrado pelos companheiros como o pioneiro do local. Era uma pessoa que combatia índios que chegavam para se instalar na região e foi o responsável por enfincar uma cruz de madeira na beira do seu terreno.

Manoel chegou no sertão entre 1850 e 1851 comandando duas dezenas de bugreiros, a maioria era seus filhos integrantes do bando de José Theodoro de Souza. O objetivo era conquistar as terras habitadas por indígenas. Soares foi o responsável por garantir a posse de terras que se transformaram em fazendas. Espaços que são os bairros rurais de Jacutinga, Crissiumal, São Domingos e Santa Cruz.

Foto: “Santa Cruz do Rio Pardo – Nos tempos dos coronéis e mandatários – Celso e Junko Sato Prado”

A sua morada e de seus parentes foi a fazenda Santa Cruz, quando decidiu avançar em direção ao Rio Pardo em 1856. Ele quem abriu espaço para iniciar um povoado de bairro rural, permitindo que famílias fossem registradas como posseiras adjacentes.

Sendo assim, está registrado que a primeira formação de Santa Cruz do Rio Pardo iniciou em 25 de junho de 1857 como bairro rural. E assim estava descrito no assento batismal do primeiro santa-cruzense cristão, oficializado pelo padre vigário Andrea Barra:

“André, filho legítimo de Antonio Rodrigues de Moraes e Anna Aparecida da Conceição, da fregueszia de Campestre, da Provincia de Minas Gerais, que residem no bairro de Santa Cruz. Forão padrinhos Jose Manoel de Andrade e Dona Maria da Conceição”.

Já em 1958, a Província de São Paulo identificava 18 eleitores no Rio Pardo do bairro rural Santa Cruz:

-Antonio Francisco Soares, casado, 38 anos

-Francisco Pires de Sousa, casado, 40 anos

-Francisco Soares, casado, 24 anos

-Felipe de Moura Rocha, casado, 40 anos

-Faustino Machado de Oliveira, casado, 50 anos

-José Francisco Chaves, casado, 50 anos

-Joaquim José Soares, casado, 32 anos

-José Domigues Chaves, casado, 30 anos

-Justino Soares, casado, 30 anos

-Joaquim Pereira da Silva, casado, 32 anos

-José Geraldo, casado, 50 anos

-José Custodio de Sousa, casado, 30 anos

-Ignacio Pinto Gomes, casado, 24 anos

-Joaquim Machado, casado, 24 anos

-José Francisco de Oliveira, casado, 24 anos

-Manoel Francisco Soares, casado, 64 anos

-Antonio Machado, casado, 60 anos

Fonte: “Santa Cruz do Rio Pardo – Nos tempos dos coronéis e mandatários – Celso e Junko Sato Prado” (livro).


É uma história bem curiosa, né?!


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