Nós, a Solutudo Santa Cruz do Rio Pardo, já contamos para vocês a história de como surgiu o primeiro bairro rural da cidade. Hoje, é a continuação deste registro, mas está mais focado na formação do povoado em si. As primeiras transações de terras foram registradas em 1856.

Três anos depois, João Domingos Figueira, padre licenciado, chegou em terras santa cruzenses visando a compra de fazendas. Foi diretamente de encontro com o pioneiro do local, Manoel Francisco Soares.

Desta maneira, o arraial Santa Cruz começou a ter uma assistência religiosa, uma distância de dez léguas da igreja matriz. Foi a época do surgimento de uma série de complicações para as pessoas, para assentos eclesiais, batismos e casamentos.

Não é certeza, mas historiadores acreditam que João foi o responsável por convencer Manoel e sua esposa a doarem terras para o patrimônio de Santa Cruz. Construindo uma Capela para voltar a ter oportunidade de ser um sacerdote reconhecido e valorizado.

A certeza é que Manoel fez a doação e começou a trabalhar no local com um objetivo de formação urbana com rossio, fixação do cruzeiro, construção de templo religioso e adequação do cemitério.

Já com este espírito de “bondade”, Manoel e a esposa, Ignacia Porcina de Senne, em 1861/1862, doaram, como patrimônio de Santa Cruz, 100 alqueires de terra para povoação. A partir da fazenda São Domingos até o Rio Pardo.

A doação estava prevista como um combo com as promessas de construções citadas acima para o início da povoação. E com a Cúria Diocesana de Ourinhos, foi documentada a posse e administração da igreja entre 1862 até 1903 sobre as terras doadas.

Já em 1908, José dos Santos Coutinho e Rita de Senne, genro e filha de Manoel, doaram 20 alqueires de terras ao patrimônio de Santo Antônio. Eram terras do outro lado de São Domingos.

Um quadro municipal, do século XIX, mostra as divisas de patrimônios no mesmo sentido do Rio Pardo. Tudo era a partir do despejo do São Domingos, passando pela atual rua Coronel Arlindo Crescêncio da Piedade, a Avenida Coronel Antonio Evangelista da Silva e o início da demarcação.

São patrimônios que sempre fizeram parte da história e estrutura de Santa Cruz do Rio Pardo. Locais que foram abrigos de moradias, comércio, repartições públicas e no presente é a Rua Duque de Caxias.

Fonte: “Santa Cruz do Rio Pardo – Nos tempos dos coronéis e mandatários – Celso e Junko Sato Prado” (livro).


É uma história curiosa, não é mesmo?


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