A pintura surgiu na vida de Rosângela Maria Xavier como um passatempo pessoal, há cerca de 40 anos, quando a técnica de molde vazado estava em alta, e a influenciou para que ela pintasse sua primeira cortina.

“Comecei aprendendo a pintar em tecido, tela e artesanato. Hoje, eu faço pintura em todos os tipos de materiais e tintas. Tenho bastante conhecimento devido aos cursos, e comecei a dar aula por necessidade na época”, relata.

Após muito estudo, Rosângela aprimorou suas técnicas utilizando músicas durante a pintura e resolveu compartilhá-las voluntariamente com grupos de pessoas de baixa renda, portadoras de HIV, síndrome de down e pacientes de sanatórios (estabelecimento destinado à internação e tratamento de doenças).

“Conviver com pessoas que muitas vezes não estão ativas é um desafio para ensinar. Eu costumava usar uma técnica de pegar o pincel e passar na pele da pessoa, para que ela sentisse a pressão que deveria colocar na tela. Além disso, também contava histórias para que eles gostassem daquele momento”, comenta.

Desde a inauguração da Associação do Oeste Paulista de Síndrome de Down (AOPDown), há alguns anos, Rosângela desenvolve o projeto de pintura para as crianças e jovens que participam da instituição. Segundo a professora, essa foi uma das tarefas mais difíceis durante sua jornada voluntária.

“A adaptação foi dura, uma vez tentei fazer pulseirinhas de shambala (amuleto de proteção), não saiu nenhuma. Tentei as de silicone, criei um jeito para explicar até que eles conseguissem aprender. Atualmente, fazem cerca de quatro pulseiras por dia”, ressalta.

Professora de pintura realiza trabalhos voluntários em Presidente Prudente
Durante as aulas de confecção de pulseiras na AOPDown. (Foto: Arquivo pessoal)

A mais nova oficina da professora trabalha a técnica de arteterapia, que visa a estimular o crescimento, possibilitando a consciência do indivíduo. O trabalho desenvolvido pela artesã foi recomendado por uma ex-aluna que têm filhos com dislexia.

“O curso em questão é pago, mas consegui uma pessoa para bancar as despesas. Fui também surpreendida com a notícia que farei as aulas em particular: apenas eu e a professora, e com esse novo conhecimento que me fará ajudar as crianças com síndrome de down”, conta.

Atualmente, Rosângela continua com os trabalhos na AOPDown, cursando a oficina de arteterapia e ainda dá aulas particulares de pintura em sua residência. No geral, a faixa etária de seus alunos variam de oito a 86 anos.

“A pintura é mágica, quem não tem mão, segura o pincel com a boca e os pés. Todos são capazes, não existem barreiras!”

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