1º de abril é aquele dia onde falar mentiras e pregar pegadinhas está liberado, mas claro, sempre de forma saudável. O problema é quando algumas dessas informações acabam sendo divulgadas e prejudicando alguém. Pensando nisso, nada melhor que abordarmos um assunto presente em nosso dia a dia; as Fake News.

Hoje, a professora Giselle Tomé da Silva, que leciona no curso de Comunicação Social – Jornalismo, da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), esclarece dúvidas e ressalta dicas com o objetivo de alertar às consequências da propagação de informações falsas.

Solutudo: Aos que ainda desconhecem; o que realmente são as Fake News?

Giselle Tomé: As Fake News são informações mentirosas e sem veracidade, mas que vêm “vestidas” como se fosse uma notícia verdadeira. Ela se utiliza de um site com um elemento visual de informação já conhecido, para poder confundir. Existe todo um processo para que a pessoa ao se deparar, achar que aquilo realmente é um veículo de comunicação. Não é só o caso da notícia ser falsa, as vezes são notícias verdadeiras que aconteceram há anos atrás, totalmente descontextualizada e fora de cogitação para a realidade que se está vivendo.

1º de abril: jornalista ensina a desmascarar Fake News
Giselle Tomé atua como jornalista há mais de 20 anos. (Foto: Arquivo Pessoal)

Solutudo: Quais são os detalhes que devemos perceber e métodos a tomar para desmascará-las?

Giselle Tomé: 1º passo: verificar a informação. Ela só foi dada nesse local ou já circulou por outros veículos de informação?

2º passo: verificar a origem. Qual o site publicado? Ele é conhecido? Pertence a um jornalista ou grupo de comunicação? Quantos acessos teve? Com essas informações você perceberá se tem alguma coisa errada.

3º passo: sempre duvidar. Se você ver que é uma informação que foge totalmente do que está sendo propagada, “ascenda” seu alerta, pois algo está fora de contexto.

Solutudo: Como a propagação de uma Fake News pode prejudicar em meio a sociedade?

Giselle Tomé: Ela prejudica muito porque confunde, por isso costumamos dizer que a boa informação salva vidas. Por exemplo, no caso do Coronavírus, você dá uma matéria falando para as pessoas não saírem de casa porque esse é o melhor jeito delas se protegerem; aí sai uma Fake News falando que isso inexiste e não foi comprovada a eficiência do isolamento. A partir disso, pessoas que pertencem ao grupo de risco e receberam a informação encaminhada por alguém que elas confiam, nem irão checar, apenas ler aquilo e ter como verdade.

Solutudo: O que a pessoa sempre deve fazer antes de compartilhar qualquer tipo de notícia duvidosa?

Giselle Tomé: Simplesmente verificar. Muitas pessoas nem se dão ao trabalho de clicar na notícia para poder ler, apenas leem o título e repassam. Essa é uma atitude perigosa. Você recebeu e quer compartilhar? Antes disso precisa checar a fonte e só repassar o que tiver certeza que realmente é verídico.

Solutudo: À respeito da cobertura do Coronavírus, tanto regional quanto mundial, existe algum site confiável que gostaria de compartilhar para as pessoas se atualizarem no assunto?

Giselle Tomé: Eu costumo acompanhar muito por sites de veículos de comunicação, como:

Folha de S. Paulo;
Agência Brasil, (para verificar a questão de informações que o Governo Federal está noticiando);
SP Notícias, (que são do Governo do Estado de São Paulo);
Bing Covid, (não é um site de informação, mas atualiza a situação de casos da doença no mundo todo diariamente).

Exemplo de Fake News

Mantenha-se informado quanto a situação do Brasil e do mundo nessa luta contra o Coronavírus, e lembre-se de não extrapolar nas mentiras do 1º de abril!


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