A Copa de 2014 marcou o Brasil e o mundo todo de inúmeras formas, seja com o doloroso 7×1, como também com o marcante primeiro chute que iniciou o evento. E a reportagem da Solutudo vai contar a história do homem por trás de um dos maiores atos de inclusão na história da humanidade, que inclusive atua como atleta na Terra da Bolacha.

Juliano Alves Pinto, foi o caçula de uma família de 5 irmãos, teve sua infância na Zona Rural de Gália, onde viveu até os 18 anos. No ano de 2006, o Homem que teve uma vida em meio a simplicidade, passou por um evento traumático que mudou toda sua trajetória, em um acidente de carro, no qual perdeu seu irmão e teve uma lesão na medula que o levou a perder parcialmente a sensibilidade de seu corpo e o movimento dos membros inferiores. Com a dificuldade, Juliano trilhou um caminho que o faria tornar um símbolo de esperança para o mundo inteiro. Pois no ano de 2009, iniciou um tratamento na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), lá ele teve a oportunidade de participar do projeto liderado pelo cientista  brasileiro, Miguel Nicolelis, que estava desenvolvendo um exoesqueleto que devolvia a movimentação dos membros por impulso do cérebro. 

“Fico muito feliz por esse feito,  e honrado por ter feito parte desse projeto que hoje se torna referência na ciência. Na verdade é impressionante e admirável saber onde eu cheguei, pois confirma que precisamos criar novas oportunidades para lidar com as fatalidades, como no meu caso. Eu me senti animado para entrar em um processo de reabilitação,  foi o caminho que me levou até esse momento em minha vida, pois ser um dos escolhidos, um jovem de uma cidade do interior de São Paulo, ser visto mundialmente, algo que jamais imaginaria. Eu penso que essa jornada construiu quem eu sou hoje, me fez acreditar no possível e em novas oportunidades, mesmo quando elas não existem, saber que sempre existirá um dia após o outro, para ser colocado em prática ações que nos levam a sermos melhores”, destaca Juliano em entrevista.

Além desse grande feito, Juliano descobriu um novo amanhã nos esportes aqui na Terra da Bolacha. Antes mesmo de entrar na AACD, começou a praticar musculação em uma academia, ação que o levou a descoberta dos esportes adaptados. E foi assim que sua jornada o levou para  Associação Mariliense de Esportes Inclusivos (AMEI), “ fui até lá para praticar natação, porém quando vi a cadeira de corrida foi amor à primeira vista, e até hoje estou nessa modalidade, na corrida em cadeira de rodas. Esse ano completa 10 anos que faço parte da  AMEI, e me orgulho muito”, relata o atleta.

Hoje aos 37 anos, Juliano realiza palestra de conteúdo voltado à auto-conhecimento,  além de ser atleta também da  Secretaria de esporte e lazer e juventude de Marília (SElJ) , e estudante do curso Psicologia. “Quero deixar uma mensagem para todos que acompanha esse material, que seja qual for sua dificuldade, precisamos entender que somos únicos, e que cada pessoa tem seu tempo para lidar com suas adversidades, que paramos de se comparar ao outro, e entender que existe um processo para conseguirmos o que de fato buscamos”.

Essa é a história por trás de um homem crescido no interior de São Paulo, que hoje é um símbolo de esperança no mundo, e um dos atletas da Terra da Bolacha!

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