Comemoramos no próximo dia 8 de maio o Dia Nacional do Turismo. E, cá entre nós: como é bom turistar, não é mesmo? 🤩 E olha, não é preciso ir muito longe para virar turista, viu? Muitas das vezes, nem a nossa própria cidade conhecemos direito! 🙈

Que tal então aproveitarmos o final de semana para desbravar Jundiaí? 😁Preparamos junto com guia turístico Benício Primo, do Mania de Jundiaí, uma lista de 6 pontos turísticos aqui da cidade que, além de fazê-lo aproveitar muito tudo o que eles oferecem, você ainda fará um mergulho na história de Jundiaí. Bora lá?

(Foto: Reprodução)

Complexo Fepasa

Construído em 1872, abrigou as oficinas de locomotivas e os escritórios da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, e hoje, além de equipamentos de educação e cultura, também é a casa do Museu da Companhia Paulista, reinaugurado em 1955 e que conta com um vasto acervo, desde réplicas de locomotivas, bandeiras e uniformes, a fotos de colaboradores, telégrafos e até prataria origial dos carros restaurantes da empresa. 🤗

Pelo complexo passaram figuras ilustres da cidade, como Jayme Cintra, engenheiro e diretor da Companhia Paulista, e o Dr. Eloy Chaves, o pai da Previdência Social em Jundiaí – e no país. Pois é! Benício explicou que foi graças a ele que temos a aposentadoria hoje em nosso país. 👏 Aliás, contamos um pouco de sua história e feitos nessa matéria aqui.

Museu Histórico e Cultural de Jundiaí – Solar do Barão

Datado de 1862, o local foi residência de Antônio de Queiroz Telles, o Barão de Jundiaí e, olhem só, já recebeu até como visitante Dom Pedro II! 👑

Reinaugurado em 1965 como Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, o local também conta com um lindo jardim que abriga, além de uma diversidade maravilhosa de plantas, resquícios de uma das construções mais antigas ainda existentes na cidade: uma parede feita de taipa de pilão datada do século XIX que, segundo alguns historiadores, pode ser até mais antiga que o próprio Solar do Barão. 😱

Ainda fechado por conta das restrições sanitárias, você pode conhecer ou matar a saudade do Solar do Barão em um passeio virtual em 360°! É só entrar nesse link e se encantar. 🥰

Catedral Nossa Senhora do Desterro

Datada de 1661, sofreu diversas intervenções arquitetônicas ao longo dos séculos, e já teve as mais diferentes características artísticas desde então: do Barroco e Rococó, até o Neoclássico com traços Neogóticas, estilo que predomina atualmente. A Catedral possui uma cripta em seu lado esquerdo, lugar onde os bispos de Jundiaí estão enterrados.

Outras características marcantes da arquitetura da igreja são suas torres bem pontiagudas – bem diferente de antigamente, quando eram mais arredondadas -, e as pinturas e vitrais em seu interior, belíssimos.

Leia também: De marcha revolucionária a declaração de amor pela cidade: conheça a história do hino de Jundiaí

Pinacoteca Municipal

Esse lugar aqui é bem legal e talvez sua história não seja tão conhecida por parte dos jundiaienses. Estamos falando do prédio construído em 1896, no início da Rua Barão, e que abriga atualmente a Pinacoteca Municipal Diógenes Duarte Paes. Aliás, uma curiosidade: você sabia que até 1979 era lá que ficava o Siqueira de Moraes, a primeira escola pública de Jundiaí? Legal, né? 🤩

Ah, e outra coisa legal é que aqui também está disponível aquele passeio virtual, igual a do Solar do Barão. É só clicar aqui que você poderá dar um tour bacana pelo centenário prédio. 🙂

Fachada do Jorosil, prédio de dois andares, com portão dianteiro e jardim, e carros estacionados em frente
(Foto: PMJ/ Reprodução)

Alguém falou em vinho?

Presentes em toda a cidade, as vinícolas já são tradição em Jundiaí. Segundo Benício, apesar de já existirem por conta dos portugueses que moravam aqui, tornaram-se fonte de renda por causa dos imigrantes italianos, que impactados sobretudo com a crise do café de 1929, enxergaram na cultura da uva e da produção de vinho um meio de sobrevivência. Em Jundiaí, existem as Rotas do Vinho, da Terra Nova e do Castanho, a Rota da Uva, na região do Caxambu, e o da Cultura Italiana, no bairro do Traviú.

Dos tempos dos barões do café

Resquícios dos barões e seus escravos ainda hoje podem ser visitados na Fazenda Nossa Senhora da Conceição, inaugurada em 1810 e, após ser comprada em 1850 por Francisco José da Conceição, passou a ser uma grande produtora de café. Estima-se que no auge da produção cafeeira, a fazenda contou com mais de 350 mil pés de café, e cerca de 100 escravos trabalhavam duro nas plantações.

Hoje, o espaço onde ficavam as mulheres, conhecida como ‘senzala doméstica’, e boa parte da estrutura original da senzala dos homens estão disponíveis para visitação. A antiga tulha se transformou em um restaurante e uma outra estrutura da fazenda deu lugar ao Museu do Café Barão da Serra Negra, que possui um acervo com maquinários agrícolas dos séculos XIX e XX, documentos históricos, salas com exposição de fotos e até objetos pessoais da família do Barão. Um programa pra lá de histórico, hein!


Ufa, quanta coisa linda nossa cidade tem! 🤩 Mas e aí, conta pra gente: você já visitou quantos lugares dessa lista? Caso ainda não tenha aproveitado tuudo de bom que nossa cidade te oferece, recomendo que você se organize e, com muito cuidado e respeito às normas sanitárias e de distanciamento social, você desbrave Jundiaí e descubra essas e tantas outras maravilhas da nossa cidade. 🥰🤗💜


Gostou desse conteúdo? Deixe seu comentário no campo abaixo! E se você conhece alguma história bacana de Jundiaí e quer que ela seja contada aqui, entre em contato pelo e-mail: jornalismo.jundiai@solutudo.com.br

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