Não sei você, mas eu acho muito legal enxergar detalhes nas coisas do dia a dia, ou em elementos da vida que sempre passaram desapercebidos aos meus olhos… É enxergar o novo naquilo que, muitas vezes, para nós, é ultrapassado ou nem é novidade mais. É sempre se surpreender! 😯

Agora, além de enxergar, saber o porquê daquilo estar ali e quem o fez, é ainda mais legal, fala sério! E é isso que faremos hoje com a bandeira dessa nossa terra querida! Afinal, você sabe o significado de todos os elementos da nossa bandeira? 🤔🏳

É de Jundiaí!

A explicação dos elementos da nossa bandeira, oficialmente adotada no ano de 1961 após um concurso público, é bem didática: a faixa central em azul representa o Rio Jundiaí; as cores vermelha, verde e branca são referências aos imigrantes italianos, e as datas referem-se tanto à fundação (inscrita no Baluarte, espécie de uma muralha), em 1615, como à elevação de Jundiaí à categoria de vila, em 1655.

As duas faixas verdes representam um campo sendo cortado pelo Rio Jundiaí, remetendo tanto ao “Mato Grosso de Jundiaí”, como ao forte cultivo de uva da região. As referências à indústria aparecem na roda dentada e, por fim, o Baluarte representa a ideia da “porta do sertão” – a cidade foi, por um longo período, parada para os que partiam em expedições Brasil adentro. Legal, né?

Bônus: a cidade comemora o Dia da Bandeira Municipal no dia 9 de junho, por ter sido aprovada neste dia, no ano de 1961, a lei 904, que criava a bandeira municipal e autorizava a prefeitura promover um concurso para a escolha desta.

Diógenes Duarte Paes

Jundiaiense da gema, foi o responsável por esta obra de arte que acabamos de ver, e que é um dos símbolos da cidade de Jundiaí. Pintor e desenhista, nasceu em 29 de janeiro de 1896, e logo na década de 20 mudou-se para São Paulo, onde estudou desenho e pintura.

Em 1951, expôs 30 obras no Museu de Arte de São Paulo, um dos mais importantes do mundo. E, ainda nesta mesma década de 50, foi considerado o mais importante aquarelista do país. Suas obras belíssimas e ricas em detalhes devolvem o frescor das primeira metade do século XX em Jundiaí, e ajudam a recontar um pouco da história da cidade.

Falecido em 1964, Diógenes é homenageado na cidade emprestando seu nome a uma escola estadual no bairro do Retiro e à pinacoteca da cidade, localizada no início da Rua Barão.

Brasão

Olha sóoo, outra baita curiosidade é saber o que significa cada um desses elementos do brasão da cidade! Que tal? 😄

Presente em documentos oficiais, sendo o ‘símbolo’ oficial do município, ele foi criado nos anos de 1920 pelo historiador Afonso d´Escragnolle Taunay, e nele está representada, novamente, a ideia de Jundiaí sendo a “porta do sertão”, agora com as figuras de um bandeirante, à esquerda, e à direita a de um oficial de milícias português.

A frase em latim “etiam per me Brasilia magna”, escrita em vermelho sobre uma faixa cinza, significa “Também por mim o Brasil é grande”. Os peixes que ocupam o rio, no interior do escudo, explicam o nome da cidade: são os Jundiás, os famosos bagres que foram abundantes nas águas da região, e que inspiraram os indígenas nativos a batizarem o rio de Jundiaí – Jundia = bagre e Y = rio, Rio dos Jundiás.

Por fim, a exuberância da natureza da região, sobretudo pela localização da Serra do Japi, está presente na referência das árvores e na imagem do índio em meio a elas. Em torno do escudo, e atrás das figuras do homens, nota-se a presença das parreiras de uva e dos ramos de café, duas forças agrícolas e econômicas da cidade ao longo de sua história.

No centro do escudo encontra-se ainda o mesmo Baluarte presente na bandeira, com o riquíssimo significado das datas e da referência à “porta do sertão”.


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