Cleber Correia é lutador profissional, e já lutou em várias modalidades. E, embora tenha apenas 21 anos, ele já possui mais de 20 medalhas e muitas realizações em sua carreira de atleta! Participou de disputas em vários lugares como Barueri, São Paulo, Mairiporã, Rio de Janeiro e até na Europa! Nascido em São Paulo, está em Jundiaí há 6 anos. Sua história gira em torno de sua perseverança e conquistas na busca da realização de seu sonho: lutar no UFC.

O início de tudo

Sua história no esporte começa aos 5 anos, quando começou a treinar capoeira. “Eu era muito hiperativo e minha mãe não dava conta, ela dizia que precisava me colocar em algum esporte, então me colocou na capoeira, só que eu só ficava pulando nas aulas”. Um tempo depois, recebeu o convite de um amigo que fazia judô ir com ele conhecer o esporte. Cleber sempre falava que iria, mas no final das contas, sempre dava uma desculpinha para não ir. “Até que em um dia chuvoso ele apareceu em casa de kimono, entrei no carro e fui com ele”, conta.

Aos 7 anos que Cleber começou finalmente a treinar judô, e a paixão pela modalidade só foi crescendo, apesar das dificuldades. “Eu sofria muito pois pagava muita flexão!”, conta ele, dando risada. Ficou no judô até os 12 anos, quando as aulas no lugar onde participava foram canceladas. “Nessa época eu já era faixa laranja e lembro que fiz meu último exame pra faixa verde e acabei migrando pro Taekwondo”.

“Nesse período de transição eu fiquei muito ocioso, só em casa, não fazia nada, e minha mãe descobriu que tinha um projeto social de Taekwondo e então eu comecei. Até então eu não tinha nenhuma pretensão de seguir carreira como atleta e ser lutador. Eu lutava por hobby, diversão, eu fui descobrir esse meu gosto no finalzinho do Taekwondo.” Foi só quando começou a treinar MMA que ele teve certeza: “É isso que eu quero!”.

Outros caminhos

Cleber conta que ficou apenas 3 meses no MMA pois viu que, por se tratar da mistura de várias artes marciais, a luta mais completa era o Jiu-Jitsu, e a partir daí resolveu migrar novamente de modalidade. “Quando eu ia treinar na Academia de MMA, eu derrubava os adversários utilizando técnicas do judô, mas quando chegava no chão… eles finalizavam”, lembra.

Em 3 anos e meio, o atleta ganhou 16 medalhas de ouro, 4 de prata e 1 de bronze. Ele compete nas 3 principais federações do Jiu-Jitsu, a IBJJF, que organiza o campeonato mundial e pan-americano, a CBJJ, que organiza os campeonatos regionais, e a FPJJ que cuida dos campeonatos paulistas. E foi através dessa última que Cleber atingiu a pontuação necessária para participar da Seletiva do Campeonato Europeu, após ser campeão paulista em sua categoria.

O atleta revela que sua paixão sempre foi o judô por causa da disciplina, mas que pretende mesmo é seguir carreira no Jiu-Jitsu. “Meu objetivo é o UFC. Pra isso, eu tenho que ter alguma coisa que eu possa falar ‘eu sou bom nisso!’ No MMA, eles dizem assim: tem muita gente que é igual pato, ele nada, ele anda, ele voa, mas não faz nenhum direito… enfim, por isso que estou no Jiu-Jitsu, eu vou continuar, focar e pegar minha faixa preta!”

Dias de luta, dias de glória

E que dias, viu? Cleber nos contou sobre quando torceu o tornozelo treinando, faltando apenas duas semanas pro Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu: “Fui ao médico e ele falou que de jeito nenhum eu iria lutar ou treinar, e era pra fazer repouso total e fisioterapia. Ele disse que se eu batesse o pé de novo poderia romper o ligamento do tornozelo, e eu sou muito teimoso… Não estava treinando, mas quando faltavam dois dias para o campeonato eu fui à academia, fiz só técnica, que são as posições, e fui competir.”

Cleber enfaixou o pé inteiro e foi pra disputa! Inclusive, na hora da luta, seu adversário só focou naquele mesmo pé. “Tinha hora que ele pegava na ponta do meu pé e puxava, meu pé inchado e doendo, mas, mesmo assim, eu consegui ganhar!”. Foi seu primeiro campeonato de faixa azul, estava indo muito bem e por isso não desistiu, mas o médico ficou muito bravo com ele após o ocorrido, e depois ele precisou fazer uns 4 meses de fisioterapia. Pra ele, valeu muito a pena! Afinal… 🏆 😉

Sobre as dificuldades em sua carreira, conta que, em nosso país, o Jiu-Jitsu é pouco valorizado, principalmente por não ser um esporte olímpico. Diz que ainda existe muito preconceito, não tem muito incentivo, patrocínio e mídia. Outra dificuldade é viver do esporte: “É difícil, é complicado, porque eu vou na contramão, em vez de fazer faculdade ou arranjar um trabalho, é o dia inteiro treinando.” Tanto que é aos finais de semana, no tempo que lhe sobra, que ele trabalha como DJ.

Ele pretende morar fora do Brasil, e já está mexendo os pauzinhos para ir pros EUA e fazer as coisas acontecerem onde o esporte possui mais incentivo. Também quer ser campeão mundial na faixa preta e disputar lutas na maior organização internacional, que é o UFC. Pra isso, pretende voltar ao MMA quando estiver entre as faixas marrons e preta no Jiu-Jitsu e, conseguindo o título mundial, pretende partir de vez para o MMA. “Quero me profissionalizar ao máximo aqui e migrar para o MMA aos poucos.”

Sei que parece clichê, mas não desista de seus objetivos, independente de qual seja ele, várias pessoas vão falar que você não consegue, que é melhor você fazer alguma coisa mais segura, mas com empenho e dedicação você consegue! Isso em qualquer área, em qualquer coisa que você for fazer pra sua vida. Se você se dedicar e se jogar de cabeça, você consegue, não tem erro, não tem meio termo, ou você faz ou você não faz! Insegurança e medo vão existir sempre, mas o importante é continuar focado e sem medo de errar, porque errar você vai, perder você vai também, mas o importante é a força que você vai ter pra voltar e fazer de novo. Então é nunca desistir, porque quando você desiste, está desistindo do seu futuro.


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