Não é de hoje que uma das profissões que também impactam diretamente na saúde pública de nossas cidades, e que infelizmente não é sempre reconhecida desta forma, é a medicina veterinária. Mais do que apenas consultar o cãozinho ou o gato de estimação quando algo não vai bem, ou ajudar nos cuidados daqueles animais enoormes de zoológico, e ainda sim ajudar (e muito!) na saúde dos bichinhos e também de seus tutores e pessoas próximas, o trabalho dos veterinários vai muuito além!

Para ilustrar bem essa realidade, conversamos com a Camila Martin Docal, médica veterinária formada pela UNESP de Jaboticabal e que há 2 anos trabalha em nossa cidade. Na vida da Camila, todo o amor pelos bichos começou deesde cedo, com a própria família proporcionando um intenso contato dela com animais de diveersas espécies. E sabe o que é mais legal? Que sua irmã mais velha também optou pela medicina veterinária, e foi a acompanhando em seu trabalho que Camila se decidiu de vez pela profissão. “Tornou-se simplesmente impossível eu não gostar de bichos”, exclama.

Pelos animaizinhos, mas também por Itupeva

Atuando na área desde 2008, Camila afirma que sua maior motivação é justamente poder utilizar seus conhecimentos para aliviar o sofrimento de um animal e contribuir para uma relação positiva entre a sociedade e os animais. “Somos uma classe de profissionais ainda desvalorizados perante a sociedade, temos sempre que esclarecer nossa importância para a saúde tanto dos animais, a ambiental e dos homens. A medicina veterinária tem uma ampla área de atuação que vai além da mais conhecida por todos, que é a clínica e de cirurgia de pequenos e grandes animais”, esclarece.

Desde 2018 a veterinária trabalha na Divisão fauna e bem estar animal (DFBEA) de Itupeva, órgão municipal responsável por castrações em cães e gatos e pelo atendimento clínico a animais resgatados sem dono, além de oferecer orientações e condutas de bem estar através da Ouvidoria Municipal e educação em posse responsável de animais.

Camila, ao centro, durante uma feirinha de adoção. (Foto: Arquivo Pessoal/ Reprodução)

Mais do que utilidade pública

Falando ainda especificamente da castração, a profissional conta que existe uma procura grande pelo serviço, mostrando um crescimento na conscientização da população na posse responsável. “Por mês, são castrados cerca de 80 a 100 animais, com um maior número de fêmeas. A castração é benéfica para todos: além de diminuir o número de animais abandonados, contribui para a saúde do animal. Na fêmea evita a ocorrência de tumor e infecção no útero e no macho, na próstata. Se realizada em animal jovem, sem entrar na puberdade, evita ainda o tumor mamário e diminui comportamentos negativos, como macho demarcar território com a urina”, explica.

Animaizinhos abandonados e com maus tratos também são atendidos por Camila. (Foto: Arquivo Pessoal/ Reprodução)

O procedimento é gratuito, e é realizado em cães e gatos de moradores de Itupeva interessados e que efetuem o cadastro com as documentações necessárias. Camila ainda esclarece que o animal precisa ainda cumprir alguns requisitos, como não possuir raça definida e ter idade entre 5 meses e 7 anos. “Todos esses requisitos precisam ser observados devido ao protocolo anestésico que utilizamos oferecer um risco maior ao animal com raça e com idade mais avançada, já que não fazemos exames pré operatórios.” Aliás, você encontra mais informações sobre o atendimento neste link aqui. 😉

Histórias

E olha, haaaja história nesses dois anos de trabalhos no DFBEA, viu! “Chegam pela ouvidoria denúncias de maus tratos e também de animais doentes, feridos sem tutor. O trabalho no DFBEA não é fácil, são muitas histórias tristes, algumas conseguimos ter sucesso. Foi o caso de uma gata atacada por cachorro, atendida em 2018. O prognóstico dela era péssimo, mas após uma demorada e extensa cirurgia, e na nossa insistência nas medicações e nos curativos diários, ela sobreviveu.” Legal, né?

Animais silvestres, quando são encontrados feridos ou perdidos pela cidade, também são encaminhados para o setor da Camila para uma triagem e encaminhamento para tratamento. “É uma rotina diferente de clínica veterinária particular. A medicina veterinária evoluiu muito com várias áreas de especialização. Nem sempre temos tudo disponível, mas sempre fazemos tudo ao nosso alcance“, finaliza.

E aí, o que achou? Legal, né? Tudo está conectado em nossas cidades, até as relações entre nós e os animaizinhos que aqui também habitam. Para a Camila, e para todos os profissionais que se dedicam todos os dias aos bichos (a nós também!), o nosso muuito obrigado! 😻🥰💜


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