Você já notou que adoramos contar fatos curiosos e históricos de nossa cidade, né? 🤭 Já contamos aqui pra vocês sobre a origem curiosa da Igreja de Santo Antônio, os casarões históricos de Itupeva e até das primeiras usinas hidrelétricas que geraram energia para toda a região e que ficavam exatamente aqui! Nossa, como adoramos pesquisar e contar tuuudo isso aqui pra vocês. 😊❤

Agora, chegou a vez de falarmos de um dos bairros mais tradicionais e cheios de história da cidade: o Bairro da Mina! E bom, parece que não tem muito mistério de onde veio o nome, né? 😂 Mas você sabe a história dessa tal mina que ficava naquelas bandas? 🤔

Parte externa da Mina de Inhandjara, já quase toda encoberta pela vegetação. (Foto: PMI/ Reprodução)

Descoberta ao acaso?

Segundo consta em alguns documentos, foi na década de 40 que o potencial de exploração mineral da cidade foi descoberto. Relatos dão conta de que foram soldados do Exército, que estavam em treinamento na região da Fazenda Inhandjara, que notaram pedaços de uma rocha pesada e de coloração negra, estranha aos olhos daqueles homens e para o normal das pedras do local. Após realizada a análise em laboratório, a conclusão era de que aquele material se tratava de Tungstênio, minério muito usado até hoje nos filamentos das lâmpadas incandescentes, e que na época era empregado na indústria metalúrgica e até bélica. Imagina que descoberta? 😱

O então dono das terras, o Dr. Xisto Araripe Paraízo, passou então a realizar a extração do minério, o que perdurou até por volta de 1955. A partir desse ano a mina foi arrendada por 10 anos à multinacional estadunidense Wah Chang, que até então era uma das grandes compradoras do Tungstênio de Itupeva. A empresa exportava o minério para beneficiá-lo nos Estados Unidos e finalmente comercilizá-lo para os mais diversos fins e parte do mundo.

Nesse intervalo de pouco mais de 20 anos em que a mina esteve ativa, e que atraiu até olhares estrangeiros, foram muitos os brasileiros das mais diversas partes do país, principalmente do nordeste, que vieram trabalhar nela – alguns até deixando em seus túneis suas próprias vidas.

(Foto: O leucogranito Inhandjara: um exemplo de diferenciação magmato-hidrotermal na província Granítica Itu, SP (Brasil)Fernando Prado Araujo/ Teses USP)

Ofício difícil, pois os mineiros trabalhavam encerrados nas enormes galerias, às vezes até a mais de 200 metros de profundidade. Era comum os casos de tuberculose e silicose, que afetavam os pulmões dos trabalhadores, levando à morte muitos deles.

Livro Memórias de Itupeva – “O primeiro empreendimento depois da agricultura”

Até no Brasão

Você viu, né? É inegável a importância da mineração para o desenvolvimento econômico e populacional da cidade! Tanto é que a atividade é destacada no Brasão oficial do municipío. A explicação é essa aqui embaixo, que aliás está na nossa matéria sobre o significado de cada símbolo do brasão:

O retângulo dourado, que ocupa a parte de cima do escudo, é conhecido como ‘chefe’, e sua cor remete ao ouro, representando “a riqueza, esplendor, generosidade, nobreza, glória, poder, força, fé, prosperidade, soberania e mando”. A lembrança do ouro também se justifica pelas “abundantes dádivas da natureza”, sobretudo no solo de Itupeva, que com tantos minérios, principalmente o Tungstênio, contribuíram para o povoamento da cidade e para seu enriquecimento.

Projetos futuros

Desde 2018 há um projeto para criação de uma área de lazer e conservação do patrimônio histórico e ambiental na região da antiga mina. O Plano Diretor – documento que orienta como e o quê deve ocupar determinada área – do ‘Parque da Mina’, elaborado e entregue ao Poder Executivo em 2019, prevê um centro de memória, local para a recepção dos visitantes e mirante, dispersos em uma área de aproximadamente 37 mil metros quadrados em torno da mina desativada. Vai ser bom demais um espaço assim, que valorize, guarde e divulgue nossa história, hein? 🤩🙏

Sem dúvidas, nossa Itupeva tem uma enorme riqueza de histórias que precisam ser descobertas e contadas! 😊 Ah, e se você tem alguma sugestão ou material sobre a cidade, envia pra gente! 🙂 Vamos adorar saber mais sobre nossa querida e maravilhosa Itupeva. 🥰💜

Fontes: Teses USP, Livro “Memórias de Itupeva”, Biblioteca Nacional, Prefeitura de Itupeva, Jornal de Itupeva, Livro “Walther Moreira Salles: o banqueiro-embaixador e a construção do Brasil”


Gostou desse conteúdo? Deixe seu comentário no campo abaixo! E se você tem alguma informação bacana de Itupeva e quer que ela seja contada aqui, entre em contato pelo e-mail: jornalismo.itupeva@solutudo.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, deixe o seu comentário
Por favor insira o seu nome aqui