Cinema é uma das formas de entretenimento mais comuns que existem. Mas você sabia que os filmes nacionais passaram por vários altos e baixos? Acompanhe o nosso conteúdo e entenda melhor essa história.

Tudo começou em 1897, quando foram rodadas as primeiras produções tupiniquins. O curta “Vista da Baía da Guanabara”, de Afonso Segreto, é considerado o primeiro filme brasileiro da história. Era difícil rodar filmes longos ou vários de uma vez, mas a mudança veio com a hidrelétrica de Ribeirão de Lages. Isso possibilitou que mais filmes fossem exibidos e o surgimento de mais salas de cinema.

Afonso Segreto, diretor de “Vista da Baía da Guanabara”

A partir disso, o cinema brasileiro começou a crescer. São Paulo e Rio de Janeiro se tornaram polos do mercado exibidor. As produções eram feitas pelos proprietários das salas e equipes locais. Os filmes geralmente dramatizavam crimes de grande repercussão, como resultado, o cine-jornal se popularizou. Estas eram produções pagas por famílias nobres, que retratavam casamentos ou batizados. Às vezes, quem pagava essas produções eram indústrias, para promover a imagem institucional.

A Era dos Grandes Estúdios

“O Cangaceiro” (1953)

O interesse pelo cinema cresceu exponencialmente na década de 1920, crescendo até outras capitais. Consequência disso foi a criação da Cinédia, primeira produtora de cinema no Brasil, que deu luz a outros estúdios famosos, como o “Vera Cruz” e a “Atlântida Cinematográfica”. Essa fase do cinema é conhecida como “A Era dos Grandes Estúdios” e durou até 1960. Dessa época, surgiram clássicos como “O Cangaceiro” e “Alô, Alô, Carnaval”. Esse período foi marcado pela tentativa de manter os moldes de Hollywood, mas isso acabou levando algumas produtoras à falência e a desacelerar o ritmo do lançamento de novos filmes.

Cinema Novo

“O Pagador de Promessas” (1962)

Até então, os filmes seguiam o padrão norte-americano, mas na década de 1960 algumas produções passaram a criar uma estética nacional. Esse período foi conhecido como Cinema Novo. As produções eram de cunho social e político, inspiradas pelos movimentos Nouvelle Vague na França e o neorrealismo na Itália. “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, foi lançado nessa época e foi o primeiro filme brasileiro a concorrer ao Oscar. Quando a Ditadura Militar começou (1964), esse movimento foi utilizado como ferramenta de oposição. Um exemplo disso é “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, que reflete sobre como o governo civil caiu rapidamente e sem derramamento de sangue.

Cinema Marginal e Tropicalismo

Em 1968 entrou em vigor o Ato Institucional-5, a ditadura acirrou e a mídia passou a ser censurada. Para que os filmes fossem aprovados, os cineastas precisaram de muita criatividade. Para tanto, usaram e abusaram de licenças poéticas e metáforas para comentar a situação do país. “Macunaíma”, por exemplo, é recheado de ironia do começo ao fim e é o maior representante dessa fase.

“Dona Flor e seus dois maridos” (1976)

Mais uma vez, a falta de dinheiro prejudicou o cinema brasileiro, sobrevivendo através de festivais, como o de Gramado. Mas, como toda regra tem sua exceção, “Dona Flor e seus dois maridos” conseguiu trazer mais de 10 milhões de pessoas ao cinema.

A Era da Retomada

“Cidade de Deus” (2002)

Veio após a redemocratização do Brasil, mas só se consolidou quando a Lei do Audiovisual entrou em vigor. Esse período foi capaz de condensar os comentários sociais (resgatados do Cinema Novo) para uma audiência mais ampla. Assim, os filmes dessa fase triunfaram tanto na bilheteria quanto na crítica especializada. Os títulos que marcaram foram “Central do Brasil”, “Carandiru” e “Cidade de Deus”.

Como o Cinema está agora

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“Minha mãe é uma peça 2” (2016)

Existe uma grande versatilidade no cinema nacional, visto que apresenta tanto comédias como roteiros mais complexos, como “Tropa de Elite” e “Meu nome não é Johnny”. Fora as grandes produções, o audiovisual se sustenta através de leis de incentivo. Mas nada impede que cérebros criativos continuem contando boas histórias. Um exemplo bem real e próximo é a Unila, que já produziu curtas que foram premiados. “Clube Stalker”, por exemplo, venceu um concurso internacional.


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