O ato de colecionar coisas é tão comum quanto antigo. Não existem registros oficiais de quando surgiram as primeiras coleções. A hipótese mais aceita é de que foram os homens pré-históricos que começaram a reunir objetos, com a intenção de utilizá-los novamente, em outras ocasiões.

São muitos os itens que podem ser colecionados, que vão de selos, figurinhas, latas de cerveja, cartões telefônicos, cédulas, camisas de times de futebol, até carros antigos. Para alguns, um simples hobby, para outros, algo que remete a momentos importantes da vida.  

A partir de hoje, a Solutudo passa a publicar a série “Maravilhosas Coleções”. Semanalmente, contaremos a história de um colecionador diferente, com suas manias, curiosidades, paixões e excentricidades.

Uma doce coleção

Antonio Jamil Cury Júnior, conhecido como Júnior Cury, é um dos cinco filhos do ex-prefeito Jamil Cury. Advogado de formação, até pouco tempo atrás dava expediente na prefeitura como secretário municipal dos Negócios Jurídicos. Figura pública que desde cedo transita nos meios políticos, tendo inclusive ocupado a presidência do PSDB local.

Essas são as facetas de Júnior Cury que a maioria das pessoas conhece. Mas poucos poderiam imaginar que por trás do homem que passa o dia alinhado no terno e gravata existe um colecionador de… sachês de açúcar!!!! Dá pra acreditar???

colecionador de sachê de açúcar
Publicações colocam a coleção de sachês de açúcar entre as mais bizarras. Cury classifica de original. Foto: Carlos Pessoa

O site Click Grátis traz uma matéria que coloca a coleção de sachês de açúcar entre as mais bizarras do mundo ao lado de duendes de jardim, cones sinalizadores, coçadores de costas e outras esquisitices.

Junior prefere classificar sua coleção de original. Ele admite que não conhece e nunca ouviu falar de mais alguém que colecionasse sachês de açúcar. Tudo começou num despretensioso café na conveniência de um posto de combustíveis quando ainda morava em Campinas.

“Fui abastecer o carro para vir para Botucatu no fim de semana e resolvi tomar um café. A atendente colocou dois sachês de açúcar União em minha xícara. Um diferente do outro. No momento me deu um estalo que poderia começar ali uma coleção bacana”.

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Coleção teve início com sachês de açúcar União em um despretensioso café numa conveniência. Foto: Carlos Pessoa

Ajuda dos amigos

O colecionador não sabe precisar a data em que tudo começou, mas acredita que a coleção já esteja completando 20 anos. Nas viagens que fez pelo Brasil e exterior passou a buscar novos itens que pudessem enriquecer a coleção. A ajuda dos amigos foi decisiva para dar volume a seu acervo.

“No começo, pedia para um ou outro amigo que iria viajar que me trouxesse uma lembrança. Eles ficavam admirados quando falava que queria um sachê de açúcar. Apesar de ser um pedido incomum é muito fácil de encontrar no aeroporto, no café, no hotel no café da manhã. As pessoas automaticamente passaram a me trazer. Hoje me mandam um whatsapp dizendo que foram viajar e trouxeram algo para ajudar na minha coleção”.

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A coleção que começou de forma despretensiosa, ganhou força com ajuda de amigos. Foto: Carlos Pessoa

É possível embarcar em uma volta ao mundo vendo os sachês da coleção de Junior Cury. Há peças de todos os continentes, dos mais diferentes países. O açúcar é acondicionado em embalagens de vários tamanhos, formas e embalagens. Entre as preferidas do colecionador, um sachê que veio da Holanda e que traz a reprodução de um quadro de Van Gogh.

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Sachê da açúcar vindo da Nova Zelândia integra a coleção de Júnior Cury. Foto: Carlos Pessoa

“Tenho peças de quase o mundo inteiro. Cada lugar tem um logotipo com sua marca, dizeres diferentes. Isso que torna a coleção bacana. Além de bonita tem o lado da lembrança. É muito gostoso saber que alguém durante uma viagem acabou se lembrando de você”.

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Itens dos mais variados países enriquecem a coleção do advogado botucatuense

Peças sagradas

As peças mais recentes incorporadas a sua coleção foram trazidas por uma amiga em viagem a Colômbia e Machu Picchu, no Peru. Mas se engana quem pensa que se estiver na casa de Júnior e ele servir um café terá a oportunidade de saboreá-lo acompanhado de um açúcar que veio da República Tcheca, da África do Sul ou da Nova Zelândia.

“As peças da coleção são sagradas. Em casa uso açúcar que compro no mercado mesmo”.

Apesar de tratar seus sachês como um xodó, o colecionador admite que está chegando o momento de organizá-los de uma forma melhor. Atualmente, os itens estão divididos em sacos plásticos em uma grande caixa organizadora. Sua intenção é catalogá-los e acondicioná-los em potes para deixá-los à mostra como peças de decoração em sua casa.  

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Cury pretende dar um lugar mais nobre do que a caixa organizadora para sua coleção. Foto: Carlos Pessoa

Junior nunca parou para contar quanto sachês conseguiu reunir desde o início de sua coleção. Mas dando uma olhada superficial no material é bem possível que se aproxime de mil itens. O advogado não tem intenção de iniciar outra coleção. E explica o motivo.

“Vou continuar com meus sachês porque essa é a legítima coleção de turco: não custa, não ocupa espaço e todo mundo pode trazer de presente”.

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O advogado e sua caixa cheia de doces relíquias. Em casa, só café com açúcar comprado no mercado. Foto: Carlos Pessoa

Ah… apenas um detalhe: Júnior Cury hoje toma café sem açúcar.


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