O professor e diretor de fotografia, Vitor Meloni, de Birigui (SP), que atualmente reside e trabalha em São Paulo, recebeu prêmio como melhor fotografia pelo curta-metragem “Tripofobia”, na 4ª edição do Curta Suzano – Mostra do Curta-metragem do Alto Tietê.

O filme também venceu na categoria de melhor som. A premiação aconteceu no último dia 25, em formato de live, com os anúncios e participação dos contemplados. Foram inscritos no festival mais de 400 curtas e distribuídos 18 prêmios.

No projeto, Meloni trabalhou na fotografia, após ter sido apresentado ao roteiro, pelo diretor e roteirista do filme, André Juarez. “Me ofereci para ser o diretor de fotografia do filme. Assumi algumas responsabilidades de produção para sua viabilização e me tornei também produtor do filme”, conta Meloni, que destaca que desde o início acreditava no potencial do filme, principalmente pela narrativa por meio da luz.

Fazer cinema é um esforço coletivo. A fotografia de um filme só vale por conta de todos os outros departamentos que se dedicaram muito. Se não há uma boa direção de arte, atuação, direção, produção e até mesmo som, não há uma boa fotografia

Trajetória

Desde 2014, Meloni atua como professor nas disciplinas de direção de fotografia e iluminação no CAV (Centro de Audiovisual de São Bernardo do Campo). Trabalhou na produção executiva do filme “Onde andará Dulce Veiga?“, de Guilherme de Almeida Prado, e do “Meninos de Kichute” de Luca Amberg, entre outros.

Foi programador e um dos organizadores do Festival SP Terror, festival de cinema fantástico que ocorreu nos anos de 2009 e 2010 nas salas da Reserva Cultural em São Paulo. Nesse período, também atuou como diretor de cena na Tevezê Filmes, gerente da Raiz Distribuidora e foi produtor executivo na TV Brasil.

Em 2011, Meloni aprimorou seus estudos em cinematografia no Canadá, onde morou por 18 meses. De volta ao Brasil, trabalhou como diretor de fotografia adicional no longa-metragem “Insubordinados”, de Edu Felistoque.

Foi responsável pela direção de fotografia da parte live-action do curta de animação “Demo”, selecionado para o Animamundi 2018, e do curta “Sonhos”.

Produção

Ator Ari Willians (Foto: Alexsander C. Pena / Divulgação)

No elenco, o filme traz os atores Carlin Franco, Ari Willians, Matheus Nasca, cujos personagens não são identificados com nomes. A sinopse diz: “As areias escuras de uma misteriosa ampulheta iniciam a contagem regressiva. Um homem surta em uma sala escura enquanto rabisca um papel velho repetidas vezes. Outro homem acorrentado agoniza em um quarto escuro, logo descobre que não está sozinho”. O curta tem a duração de oito minutos.

Tripofobia” foi rodado em fevereiro de 2017, com três dias de gravação. No entanto, Meloni destaca que o trabalho teve início seis meses antes, pelo menos, devido à pré-produção. Ele explica que nesse tempo chegou a fazer três testes de iluminação para as filmagens, sendo um deles para ver a combinação entre luz e maquiagem.

A fotografia tem um papel bem amplo na realização de um filme. Mas basicamente tudo que se vê de imagem é de responsabilidade da fotografia. A direção de fotografia oferece os melhores caminhos para a realização daquela imagem, segundo as intenções da direção, seja artisticamente, seja tecnicamente.

Na fotografia de um filme são analisadas: luz, cores, movimentos de câmera, os enquadramentos. O conjunto disso tudo deve ter agradado os jurados. Nosso filme tem narrativa visual forte a serviço da estória

Festivais

O filme teve oito cortes (versões de edição), até chegar no resultado final. Mesmo com uma versão não totalmente finalizada, fez sua estreia em alguns festivais. A versão totalmente concluída ficou pronta há um ano. 

Depois de totalmente finalizado, a sua estreia oficial foi no Festival Cinefantasy, principal festival de cinema fantástico de São Paulo e um dos principais do País. Chegou a ser exibido também no Cinematic Panic, em Memphis, nos Estados Unidos, e em alguns outros festivais.

Tripofobia” foi pré-selecionado para o Prêmio ABC (Associação Brasileira de Cinematografia) na categoria de melhor direção de fotografia de curta-metragem no ano passado. Também foi exibido no Buenos Aires Rojo Sangre, festival de cinema fantástico da Argentina.

Fonte: Hojemais


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