Nossa cidade tem mulheres incríveis!

Para celebrar o Mês da Mulher, estamos contando histórias de algumas bauruenses que venceram o machismo para seguirem seus sonhos, como a professora de Muay Thai, Rosângela e das motoristas Daiane e Alessandra.

Mas hoje, a história é sobre alguém que se apaixonou por tecnologia desde pequena e decidiu que nada a impediria de trabalhar com o que realmente faz seus olhos brilharem: programação de computadores.

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Hethini trabalhando com programação em seu emprego. Foto: Reprodução/Tv Tem

Paixão por tecnologia

“Quando eu tinha 2 anos, meu pai me deu um videogame Nintendo de presente e eu me apaixonei. Mesmo não jogando bem devido a idade, naquele momento começou meu interesse por tecnologias e afins”, relembra com carinho a programadora Hethini Ribeiro (29).

A paixão de infância a acompanhou conforme o tempo foi passando e fez com que escolhesse cursar Bacharelado em Sistemas de Informação na Unesp de Bauru.

Dentre os 40 alunos, ela era uma das 7 meninas da turma. “Os meninos da sala eram bem legais, pediam ajuda pras meninas e viam a gente como igual, mas os veteranos mais velhos eram bem machistas”, conta.

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Hethini sempre gostou e fez questão de ser tratada de igual para igual com todos os homens que trabalham e convivem com ela. Foto: Arquivo pessoal

Quando começou o curso, a ideia era ser desenvolvedora de jogos. Hethini conta que as aulas de computação gráfica e realidade aumentada eram algumas de suas favoritas.

Porém, com o tempo e aprendizado, acabou se apaixonando também por programação paralela.

Profissão programadora

Resumidamente: Há alguns anos, os computadores só processavam uma tarefa por vez, pois só tinham um núcleo. Mas agora, eles podem ser programados para realizar pequenas tarefas em vários núcleos ao mesmo tempo, facilitando o processo. É com isso que a Hethini trabalha!

Essa paixão por linguagens decodificadas, números e computadores a levou a cursar mestrado em Ciências da Computação também na Unesp e trabalhar em uma empresa de engenharia de softwares, onde está atualmente, sendo a única mulher dentro da área.

A barreira está no preconceito, por exemplo, quando uma empresa ou equipe não querem compartilhar o espaço deles com uma mulher. Já ouvi comentários de que mulheres não conseguem bom desempenho em áreas de exatas… e muitos absurdos. Sempre busco dar o meu melhor e deixo meu trabalho falar por mim!

conta orgulhosa
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Hethini ministrando um seminário durante o mestrado na Unesp. Foto: Arquivo pessoal

Motivação

No meio de um mercado tão machista e desigual, a principal motivação da bauruense são os próprios desafios que a profissão proporciona: “todo dia aprendo algo novo e isso me ajuda a querer, cada vez mais, brigar pelo meu lugar“.

Para as que têm um sonho mas o deixam de lado por medo de sofrer preconceito, Hethini deixa um recado inspirador:

Acredite em você e na sua capacidade. Não existe profissão de homem e de mulher. Dê seu melhor, estude e aprenda, porque qualquer um pode fazer qualquer coisa! O primeiro algoritmo da história foi feito por uma mulher, a Ada Lovelace. Se ela tivesse acreditado que não era capaz, nós não teríamos softwares hoje.

finaliza a programadora

Viu só como nossa cidade tem mulheres incríveis?

Vamos valorizar as profissionais locais e respeita-las!


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