Quem ainda não ouviu falar no Senhor Bacana? Um simpático senhor de 87 anos que ficou famoso na internet e até na televisão com a venda de caldo de cana.

E de onde vem esse sucesso? Sr. Waldemar, conhecido como Senhor Bacana, nunca acreditou muito nesse negócio de internet e achava que era tudo papo furado. Em março do ano passado seu neto, Kelvyn, pulicou em suas redes sociais sobre a garapa do vô e fez um convite às pessoas para irem até lá dizendo que estavam ali por causa da “internet do neto” que então ele daria um chorinho especial. Nós da Solutudo, como amantes da internet e de uma boa garapa topamos e fomos até lá conhece-lo. Depois disso, Sr. Waldemar até disse que acreditava na internet, pois viu bastante gente indo até lá.

Senhor Bacana caldo de cana
O pessoal da Solutudo Bauru com o Sr. Waldemar. Foto: Solutudo Bauru (26/03/2019)

30 anos de garapa

Após 27 anos de trabalho na Cooperativa Noroeste, Sr. Waldemar se viu desempregado com seis filhos pequenos. Decidiu então iniciar com a garapeira e desta forma, com muito orgulho, criou todos os seus filhos.

Seu primeiro ponto foi na esquina da Rua Bandeirantes com a Rio Branco, onde ficou por 10 anos. Depois, mudou para a esquina da Gustavo Maciel com a Cussy Junior, onde já está lá há 20 anos. Ou estava…

Como assim, estava? Pois é, Sr. Waldemar disse que não pretende voltar mais com o ponto físico, já que as suas vendas online estão bombando.

O bacana na internet

O neto Kelvyn nos disse que valoriza muito seus avós e sempre quis transformar isso em uma marca para eternizar essa relação com o avô, já que é empreendedor e designer de formação. Este era um projeto pessoal dele, numa ideia inicial de montar um ponto físico dentro de um shopping de Bauru com a venda de garapa e pastel.

Com a chegada da pandemia, o plano do ponto físico foi adiado e seu avô não pôde mais ir trabalhar, então, decidiu reformular um pouco o seu projeto. Foi aí que nasceu o Sr. Bacana!

Kelvyn criou o nome, logotipo, escolheu as cores, elaborou as embalagens, criou um Instagram e auxilia o avô em toda parte digital do negócio.

A internet é bacana

Logo nas primeiras semanas foi um sucesso total e precisaram contratar logo um entregador para fazer o serviço que Kelvin fez na primeira semana.

Atualmente o delivery sendo o único canal de vendas, o faturamento do negócio chegou a aumentar 1.200%.

O Senhor Bacana contou que este é o maior acontecimento e crescimento no seu negócio em 30 anos de atividade e reforça “quem não tem internet fica pra trás!”.

Vem coisa boa

Sobre os planos futuros do negócio, a ideia é montar um carrinho para festas e eventos com caldo de cana, água de coco e pastel e, quem sabe, montar um formato de mini franquia assim. Ainda não há previsão de abertura, mas fique de olho nas redes sociais do Senhor Bacana pra acompanhar!

Ao perguntarmos se ele pretendia estar a frente do negócio ele logo nos interrompeu e disse “tô na frente, não tem tempo ruim!”.

Memória afetiva

Kelvyn diz que o foco do novo negócio do avô era levar para as pessoas a experiência e memória afetiva que a boa e velha garapa nos traz. Ele menciona que quando era criança seu avô lhe dava pedaços de cana para chupar e decidiu fazer um experimento: junto com as entregas, enviou um saquinho com um pedaço de cana, assim como seu avô fazia com ele. Muitas pessoas retornaram dizendo o quanto aquilo os trouxe boas lembranças de sua infância. É o apelo sentimental do produto.

Senhor bacana caldo de cana
Os pedacinhos de cana enviados junto com os pedidos. Foto: Senhor Bacana/Kelvyn Almeida

O sentimento é muito presente em tudo, no carinho do neto com o avô, no sentimento de gratidão do avô com o neto, na avó fritando os pasteizinhos, no avô colocando a garapeira pra funcionar, no neto auxiliando nas vendas online e nos clientes recebendo o produto em casa. Dá pra gente sentir todo esse amor só de contar!

Senhor Bacana Caldo de cana
Kelvyn ao lado do avô Waldemar e da avó Joana. Foto: Bruno Freitas/JC Net

A internet mudou o negócio do Senhor Bacana que hoje afirma acreditar, ser um sucesso e que já não fica mais sem WhatsApp. Ele ainda afirma que não imagina onde isso pode chegar, pois não esperava a dimensão de hoje, mas que não vê limites, pois já fez até venda internacional! Um morador dos Estados Unidos comprou um caldo de cana bacana para presentear um parente bauruense. Coisa fina!


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