Se você acompanhou os desfiles do Carnaval desse ano, com certeza reconheceu essa drag queen finíssima da foto!

Kyara Arayk tem 21 anos e foi eleita a Rainha da Diversidade de 2020. Isso significa que ela ficou responsável por levar a mensagem de respeito, amor e liberdade para a avenida. Uau!

Kyara durante o desfile de 2020 com a Mocidade Unidade da Vila Falcão. Foto: Arquivo pessoal

Paixão por Carnaval

“Quando era criança, já amava participar de desfiles carnavalescos. Então, aos poucos, fui aprendendo a sambar e até ganhei duas vezes como Rei Momo Mirim (risos)“, relembra com carinho João Victor Grassi Gericó, que dá vida à drag.

Natural de Tupã, João se mudou para Bauru há quatro anos e aqui, nasceu Kyara.

Eu adoro sambar e poder mostrar minha arte como drag queen. São duas coisas que me deixam muito feliz. Sendo Rainha da Diversidade eu pude juntar essas duas paixões

No início de fevereiro, Kyara competiu com outras Rainhas da Diversidade de outras escolas da cidade e venceu, conquistando o direito de desfilar ao lado da corte, formada pela Rainha e Rei Momo, na abertura do Carnaval bauruense.

Nessa competição, elas são avaliadas por jurados nos quesitos simpatia, samba no pé, entre outros. Além disso, desfilam e sambam. No final, são atribuídas notas e escolhida uma vencedora.

“Foi muito incrível e contagiante. As pessoas me receberam com muito carinho, gritavam meu nome (Kyara). Nem consigo descrever a energia, dá até vontade de chorar!”, conta.

Sonho realizado

Para Kyara, desfilar como Rainha da Diversidade significou a realização de um sonho que estava sendo adiado há um ano.

Em 2019, acabou perdendo o período de inscrições para concorrer. Porém, em 2020, se organizou e, apoiada pela Mocidade, conseguiu fazer a inscrição e participar da competição.

A todos que têm o sonho de participar do Carnaval, Kyara deixa uma mensagem de esperança e apoio.

Agradeço imensamente a todos que torceram por mim. Era um sonho representar a diversidade em um evento tão multi cultural e com tanta repercussão, porque isso ajuda a diminuir o preconceito. Infelizmente, o Brasil é o país que mais mata LGBTQI+ e a ideia é conscientizar de que somos seres humanos, temos talento e merecemos respeito. Viva a diversidade!

finaliza em tom alegre.

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