Você já deve saber da fama que Bauru tem de ser uma cidade pitoresca. Não a toa ela é conhecida como a “Springfield Brasileira”, por causa da quantidade de histórias curiosas que acontecem por aqui. Já contamos algumas anteriormente e hoje é dia de conhecer mais uma. Desta vez, envolvendo nada mais nada menos do que alienígenas na cidade-sanduíche.

+ 8 Histórias curiosas de Bauru, a Springfield Brasileira

A história aconteceu há bastante tempo, mais precisamente em 1968, e por isso mesmo muita gente a desconhece.

Segundo os relatos da época, um homem chamado Daildo de Oliveira trabalhava como vigia na sub-estação bauruense da Companhia Elétrica de São Paulo quando foi abordado por três tripulantes de um disco voador! Vamos entender esse “causo” por partes.

1 – O contato

Daildo trabalhava a apenas 15 dias como vigia no turno da noite na sub-estação. Por volta da 01h da madrugada, saiu para dar uma volta de rotina no local e checar os escritórios. Foi quando avistou o vulto de um homem perto de um barranco, cerca de 70 metros de distância de onde ele estava.

Placa da sub-estação de energia de Bauru. (Foto: Reprodução)

Mal havia enxergado o homem quando Daildo ouviu um barulho vindo da direção de um dos escritórios. Ao se voltar para aquele lado, percebeu outro vulto de um homem na janela, próximo a porta de entrada da instalação, vestido com roupas pretas e máscara.

Até aqui a história parece com a de um assalto, certo? Pois então vamos adiante.

2 – O combate

Os vigias da sub-estação não andavam armados. Por isso, Daildo se muniu de um conduíte (uma espécie de tubo) e partiu para cima do suspeito, que lhe parecia estar de costas. No entanto, o vigia foi surpreendido, pois o vulto estava de frente para ele e desviou rapidamente os dois golpes que ele havia desferido. O conduíte foi parar longe, deixando marcas em uma viga de madeira.

Emitindo grunhidos estranhos e incompreensíveis, o desconhecido entrou em combate corporal com Daildo. Para piorar a situação, um terceiro homem, igualmente vestido de preto e com máscaras, saiu de dentro do escritório e entrou na briga.

Foi quando o primeiro vulto, avistado de longe, se aproximou. Ao contrário dos demais, ele vestia roupas claras, tinha a pele muito branca e os cabelos ruivos. Segundo o relato posterior do vigia, o cabelo tinha uma consistência diferente, que não parecia ser igual ao de um humano.

Os três seres então conseguiram derrubar e imobilizar Daildo. Imaginando que a briga acabaria em um final trágico para si, o vigia foi surpreendido. O ser de cabelo estranho o levantou e lhe deu umas pancadinhas amistosas nas costas enquanto dizia de forma quase incompreensível o que Daildo entendeu como sendo “vá para lá, seu vadio, que aqui voltamos ao término”.

3 – A fuga

Enquanto os três se distanciavam, Daildo correu em direção a um outro escritório onde repousava Antônio, o vigia que iria trabalhar no próximo turno. Antes mesmo de conseguir entrar no local, Daildo se deparou com um forte barulho vindo de longe, do lugar onde aqueles seres se dirigiam.

Lugar por onde o OVNI teria fugido. (Foto: Reprodução)

Quando olhou, viu o que parecia ser um furgão se levantar do chão e descobriu que ele tinha uma base que media cerca de 10 metros de diâmetro. O objeto flutuou no ar e depois de um forte barulho de pressão de ar e estranhos ruídos, saiu voando por cima da rede de alta tensão em zigue zague.

Neste momento, segundo o relato, foi que Daildo se deu conta de que não havia lutado contra assaltantes, e sim contra alienígenas.

4 – As investigações

No dia seguinte, quando os engenheiros chegaram ao local, constataram estranhas marcas de mãos nos documentos que estavam dentro do escritório. Avisaram o Delegado de Polícia da época, o Dr. Oswaldo Sena e teve início uma apuração. Televisão e jornais da época também vieram a Bauru para entrevistar o vigia Daildo e saber mais sobre a história.

Alienígenas em Bauru, foto dos engenheiros encontrando o escritório revirado
Engenheiros encontraram o escritório revirado. (Foto: Reprodução)

Bom, apesar da grande repercussão à época, o caso logo foi silenciado e acabou caindo no esquecimento. O motivo? Agentes do Exército e da Aeronáutica assumiram o controle da investigação, que ocorreu de forma sigilosa. O caso foi repassado para o SIOANI ( Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados), um órgão secreto dentro da Força Aérea. Até hoje não se sabe os militares que concluíram.


Gostou desse conteúdo? Deixe seu comentário no campo abaixo! E se você conhece alguma história bacana de Bauru e quer que ela seja contada aqui, entre em contato pelo e-mail: sugestao.pauta@solutudo.com.br

1 COMENTÁRIO

  1. Ótimo relato. Claramente foram roubar energia da estação. (Achei o artigo após breve menção do caso no podcast Hangar 18, episódio 22 sobre o caso Antônio Villas Boas)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, deixe o seu comentário
Por favor insira o seu nome aqui