O Dia das Mães não deve ser celebrado apenas no segundo domingo de maio; as mulheres que nos criam, sejam elas mães, tias, avós ou qualquer outra pessoa, de sangue ou não, merecem homenagens todos os dias.

E é por isso que hoje, 25 de maio, no Dia Nacional da Adoção, trouxemos a história da empresária araçatubense Fabiana Farias, que vive a experiência da maternidade há quase dois anos, graças à adoção.

Desafios que levaram à conquista

Fabiana queria ser mãe, mas aos 38 anos recebeu o diagnóstico de infertilidade. Contudo, após a notícia, ela e o marido não optaram por fazer tratamento- eles escolheram adotar uma vida.

O casal deu então início ao processo da adoção, que foi realizado pela Vara da Infância e Adolescência de Araçatuba. Fabiana nos conta que “o processo de habilitação para a adoção foi relativamente rápido; já a adoção em si demorou cinco anos para ser concretizada”.

Após passar por terapia, a araçatubense havia descoberto que queria vivenciar todas as fases e desafios de mãe enfrenta para criar seu filho, e então foi colocado um único requisito para o perfil da escolha do casal, que não fazia qualquer distinção de cor, etnia, nem procedência: a idade de zero a 30 meses.

A decisão mais importante de suas vidas

Numa segunda-feira, hora do almoço, Fabiana recebeu uma ligação do Fórum, informando que um menino, dentro do perfil do casal, estava disponível para adoção, sem dar maiores detalhes. O casal correu para o Fórum em busca de mais informações, e ao chegar, disseram a eles que “era um menino preto, recém nascido, aparentemente saudável, que estava ‘de alta’ e precisava de um lar urgente”.

A partir daquele ponto, Fabiana e o marido tiveram algumas horas para decidir; caso contrário, o bebê seria passado para os próximos da fila.

Deixamos o fórum e fomos até uma cafeteria pra tomarmos a decisão mais séria de nossas vidas. Com pouquíssimas informações, o medo havia tomado conta… Após muito refletir, o coração falou mais alto e decidimos ficar com o bebê. No dia seguinte pela manhã compramos TUDO o que ele precisaria, pois a tarde já deveríamos buscá-lo.

Primeiro encontro

O primeiro encontro dos pais com o bebê aconteceu no berçário do hospital, e Fabiana diz que nunca vai esquecer o que sentiu: Amor à primeira vista.

Peguei meu filho no colo e disse-lhe: que bom que você encontrou a mamãe, meu filho! Tava te esperando faz tempo!

Fomos pra casa, agora éramos uma família completa!!!

“Ser mãe é tarefa árdua, mas é a melhor das tarefas!”

A maternidade é um caminho difícil de ser percorrido, mas que vale a pena para aquelas que têm o sonho de ser mãe. Para Fabiana também é assim: “Ser mãe é tarefa árdua, mas é a melhor das tarefas!”

Ninguém tem coragem de falar das dificuldades. E elas existem e não tem problema nenhum sentir medo, cansaço, exaustão até. Mas o equilíbrio sempre acontece, porque o amor que une uma mãe a um filho é infinito e pleno e tudo sempre fica bem.

Educar uma criança não é simples, demanda muita assertividade e afeto, na mesma proporção. Talvez a minha maior dificuldade seja administrar tanta energia com a minha idade.

A rotina da empresária com o filho mudou bastante com a pandemia. O dia a dia, que antes era acordar cedo e ir para a escolinha para que a mãe pudesse ir trabalhar, agora é repleto de atividades que mantém os dois juntos o tempo todo.

você tem que brincar mesmo, não da pra enganar um garotinho esperto. Quando ele dorme eu tento fazer alguma coisa. Ele sempre é a prioridade. Definitivamente passear com a cachorrinha é a nossa atividade favorita.

Ser mãe adotiva

Antes de adotar, Fabiana tinha dentro dela um pensamento a respeito da adoção que é comum a quase todas as pessoas: adotar é oferecer um futuro melhor para uma criança. Hoje, ela percebe que não é bem assim:

Hoje percebo que recebo muito mais do que ofereço. Quem teve sorte fui eu e não ele. O bem que ele me faz é muito maior do que eu poderei fazer pra ele na vida toda.

Meu filho me faz um ser humano melhor a cada dia. Ele me ensina como ser mãe só com o olhar. Mágica pura!!!


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